Ministério Público vai investigar a Prevent Senior, acusada de obrigar médicos a receitar o kit covid

A empresa aplicou o kit covid em pacientes, é denunciada por adulterar prontuários médicos e ocultar causa de mortes em seus hospitais. O MP vai apurar se óbitos nas unidades hospitalares da Prevent Senior pelo uso de medicamentos sem eficácia no combate à Covid-19 configuram crime de homicídio

(Foto: Agência Pará | Prevent Senior/Divulgação)
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247 - A Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo designou nesta quinta-feira (23) quatro promotores para compor uma força-tarefa para investigar a Prevent Sênior, que já está sendo investigada pela CPI da Covid. Entre outras coisas, a operadora de plano de saúde é acusada de pressionar seus médicos conveniados a entregarem o kit covid de forma irregular aos pacientes.

O Ministério Público de São Paulo vai apurar se a aplicação de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19 em pacientes que morreram se configura como crime de homicídio. O kit covid foi recomendado pelo governo Bolsonaro. Contrário às políticas de proteção da população e refratário à compra de vacinas, o governo Bolsonaro fomentou o uso de medicamentos sem comprovação para o tratamento da Covid-19.

O senador Renan Calheiros anunciou na quarta-feira (22) que a força-tarefa deve auxiliar na  investigação que será conduzida a partir de dossiê contra a operadora entregue à CPI da Covid. A partir da análise desse material, o Ministério Público poderá abrir investigação no âmbito criminal, informa reportagem da Folha de S.Paulo.

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O diretor-executivo da Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Júnior, confessou que a operadora adotou procedimento para alterar o código de diagnóstico de pacientes com Covid-19. Assim, a doença deixava de ser mencionada após determinados dias de internação. No dossiê entregue à CPI, essa prática é denunciada por, segundo o material, servir para ocultar eventuais problemas com o chamado tratamento precoce. 

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