E o Casseta pode durar menos que o lulismo

Com baixos índices de audiência, Casseta & Planeta foi excluído da grade da Globo em 2013; programa comandado por Marcelo Madureira e sua trupe terá apenas algumas inserções em atrações como Zorra Total; ao todo, foram vinte anos na telinha; o lulismo, contra o qual Madureira pregou resistência, pode quebrar a marca

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247 - Perdeu a graça e chegou ao fim. Por essa razão, o Casseta & Planeta, que não é o mesmo desde a morte de Bussunda, foi excluído da grade de programação da Globo em 2013. Comandado por humoristas como Marcelo Madureira e Hélio de La Peña, o Casseta terá apenas algumas inserções em programas como o Zorra Total. Ao todo, foram vinte anos na Globo, iniciados em 1992. Talvez mais, talvez menos do que o projeto lulista, contra o qual Madureira recentemente se insurgiu, em artigo publicado na Folha. Leia e relembre: 

A cidade e o Serra

Serra não é simpático? E daí, se é competente? A eleição de SP é nacional. Não se pode fortalecer o PT, que se alia ao que há de pior por seu projeto caudilhesco

O Brasil é um país complicado. Por um lado, a democracia dá um salto de qualidade, impulsionada pela ação do Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão. Do outro lado, assistimos nestas eleições de 2012, mais uma vez, articulações de forças intestinas na direção do atraso, do patrimonialismo autoritário e obscurantista.

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A cidade de São Paulo é a principal arena deste MMA político brasileiro. Queira ou não queira, o segundo turno paulistano, como sempre, alcança dimensão nacional. São Paulo não é só a nossa maior metrópole, mas também, por sua multiplicidade, uma síntese do Brasil. Além da gestão da cidade, o que esta em jogo são dois projetos políticos distintos e antípodas.

Coerente com o perfil autoritário do ex-presidente Lula, o candidato Fernando Haddad, enfiado goela a dentro do PT, dá continuidade ao projeto lulista.

Esse lulismo traz dentro de si tudo aquilo que a civilização brasileira quer transformar em página virada. O projeto caudilhesco de Lula usa o aparelhamento do Estado, a demagogia populista e não contempla uma transformação virtuosa da sociedade brasileira.

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Fernando Haddad é mais uma peça desse projeto. Projeto que tem como único arcabouço "ideológico" o poder pelo poder, a qualquer preço, e com as alianças com aquilo de pior que existe na política brasileira. E a lista é grande: são Malufes, Sarneys, Barbalhos, Calheiros, Collors e Valdemares Costa Neto. Está nos autos.

O mensalão foi um atentado à democracia brasileira. Uma traição explícita à Constituição, pedra fundamental do Estado de Direito que, no ato de posse, o presidente jura manter, proteger e cumprir.

Mas palavra de honra não me parece que seja coisa para se levar em conta no lulismo. Para Lula e os seus áulicos, a democracia é um valor burguês, uma figura de retórica a ser utilizada segundo a conveniência do momento.

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O povo de São Paulo, guardião intransigente da Constituição brasileira, honrando o movimento constitucionalista de 1932, tem o dever de derrotar esse projeto político.

José Serra pode não ser um candidato simpático. Muito pelo contrário. O ex-governador de São Paulo Mário Covas também não era. Mas, como o saudoso Covas, Serra já provou mais de uma vez retidão e competência na gestão da coisa pública, e isso é o mais importante. O eleito, afinal, não vai ganhar um programa de humor, mas uma prefeitura para administrar.

A única lembrança que Haddad deixou do seu período à frente do Ministério da Educação, por outro lado, foi a sua desastrosa gestão do Enem, com fraudes e erros de organização que prejudicaram milhões de alunos em um momento crucial das suas vidas.

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Desnecessário dizer que, se votasse em São Paulo, votaria no Serra. Subtraindo seus defeitos e somando as suas virtudes, José Serra é a melhor alternativa.

Inclusive acredito que o compromisso que o candidato tucano propõe aos paulistanos não será interrompido por uma eventual candidatura à presidência, como tanto se comenta. Serra sabe que o seu sonho com o Planalto já passou e que a oposição brasileira, em nível nacional, pede novos protagonistas.

Caramba! Nunca escrevi tão sério! Deve ser a influência do Serra...

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