Posso falar "os livro"?

Livros didticos distribudos pelo Ministrio da Educao dividem educadores ao defender que no existe uma nica forma de falar bem o portugus, mas sim a forma adequada ou inadequada

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247, com agências de notícias - “Posso falar 'os livro'? - Claro que pode”. O diálogo se dá no livro “Por uma vida melhor” distribuído pelo Programa Nacional do Livro Didático, do Ministério da Educação (MEC), a estudantes jovens e adultos do ensino fundamental e médio. A publicação não prioriza o uso da norma culta da Língua Portuguesa, mas defende a adoção da língua popular, admitindo as suas incorreções. O aluno pode sim cometer erros gramaticais e de sintaxe, mas deve saber que “dependendo da situação, poderáz ser vítima de preconceito linguístico”, registra um trecho da obra, que integra a coleção “Viver, aprender”.

O objetivo deste modelo adotado pelo MEC é mostrar que o conceito de correto e incorreto deve ser substituído pela ideia de uso adequado e inadequado da língua. Ou seja, o uso do português vai variar de acordo com a situação em que o sujeito se encontra. O Ministério da Educação informou em nota que o livro “Por uma vida melhor” foi aprovado porque estimula a formação de cidadãos capazes de usar a língua com flexibilidade. Segundo o MEC, é preciso se livrar do mito de que existe apenas uma forma certa de falar e que a escrita deve ser o espelho da fala. O Ministério da Educação disse que a escola deve propiciar aos alunos jovens e adultos um ambiente acolhedor no qual suas variedades linguísticas sejam valorizadas e respeitadas.

A iniciativai levantou grande polêmica nos meios de comunicação, acadêmicos e linguísticos. Há quem acredite que o respeito a todas as variações da língua deve ser defendido, mas que as instituições de ensino devem instruir seus estudantes apenas com a norma culta do idioma, o mesmo que continuará sendo exigido pelo MEC em suas avaliações periódicas. Em um outro trecho, os autores destacam a frase “os livro ilustrado mais interessante estão emprestado” para exemplificar que, na variedade popular, essa forma de expressão é comum, assim como a fala “nós pega o peixe” ou “os meninos pega o peixe”.

 

 

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