Campos Neto minimiza desaceleração da inflação e compara juros altos a antibióticos

Presidente do Banco Central não está convencido de que redução do IPCA é suficiente para justificar uma queda nos juros

Roberto Campos Neto
Roberto Campos Neto (Foto: Raphael Ribeiro/BCB)


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247 - Nem mesmo a desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do País, é suificiente para convencer o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, a defender uma queda nos juros para estimular a economia. 

O IPCA desacelerou para 0,71% em março, após subir 0,84% em fevereiro, o que levou críticos da atuação de Campos Neto à frente do BC a renovarem os pedidos para uma queda na taxa básica de juros, atualmente em 13,75%. 

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Segundo a agência Broadcast, Campos Neto reconheceu que a inflação de março veio abaixo do esperado, mas fez questão de ressaltar que trata-se apenas de um número. A agência cita fontes que assistiram a uma palestra de Campos Neto em evento promovido pela XP em Washington, nos Estados Unidos. 

O presidente do BC alertou que o esforço da autoridade monetária de combater a inflação pode se comparar à ministração de um antibiótico: se for interrompida antes da hora, só porque o paciente já se sente bem, a doença vai voltar.

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Campos Neto afirmou ainda que o novo arcabouço fiscal traz mais previsibilidade para os gastos públicos, mas ressaltou que ainda é preciso que as novas regras sejam aprovadas pelo Congresso Nacional. 

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