Empresários querem manter benefícios do governo após fim da crise do coronavírus

As medidas anunciados pelo governo afetaram as relações trabalhistas, financeiras e tributárias. Uma delas foi o fim da antecipação de um terço do salário do mês a vencer

(Foto: Reuters)
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247 - Os setores da indústria e do agronegócio, além do comércio e dos serviços, querem a continuidade de medidas que beneficiam empresários mesmo quando a epidemia do coronavírus chegar ao fim. Por consequência, pode ficar ainda mais evidente o descompromisso do governo Jair Bolsonaro com o povo, que já sofreu os efeitos de corte de investimentos, previstos na PEC do Teto dos Gastos, e corte de direitos (previstos em reformas trabalhistas), em detrimento de benefícios a empresas.

Somente para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o impacto do pacote dará um fôlego estimado de R$ 180 bilhões no momento em que as empresas estão praticamente paralisadas devido ao isolamento imposto pela epidemia. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

As medidas anunciados pelo governo afetaram as relações trabalhistas, financeiras e tributárias. Uma delas permite, por exemplo, a redução de até 70% da jornada de trabalho com recomposição de uma parte das perdas salariais pelo governo, via seguro-desemprego.

Outra medida foi o fim da antecipação de um terço do salário do mês a vencer, para manter mais dinheiro no caixa das empresas.

"Todas as conversas que tenho tido com membros do governo são que, se houver necessidade, há possibilidade de as medidas continuarem", afirma Paulo Solmucci, presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).

Segundo Renato da Fonseca, gerente-executivo da CNI, a entidade vai "monitorar os efeitos das medidas tomadas para ver se farão efeito". "Algumas delas, como o fim da cobrança do IOF, vamos defender lá na frente, na reforma tributária", disse.

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