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Economia

Home office se torna novo indicador da desigualdade no Brasil

Segundo a Pnad Covid-19 do IBGE, em julho, dos 8,4 milhões de trabalhadores à distância no Brasil, 4,9 milhões atuavam no Sudeste. A Região Norte, considerada a mais pobre do país, contabilizava apenas 252 mil profissionais nesta situação

(Foto: Reprodução)
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247 - Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o avanço do sistema de trabalho por meio de home office, que cresceu no Brasil devido à pandemia do novo coronavírus, aponta que o trabalho remoto se tornou um novo indicador das desigualdades no país. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio (Pnad Covid-19 do IBGE), dos 8,4 milhões de trabalhadores à distância no Brasil, 4,9 milhões atuavam no Sudeste. A Região Norte, considerada a mais pobre do país, contabilizava apenas 252 mil profissionais nesta situação. 

Ainda conforme o estudo do IBGE, cerca de 10% da população ocupada do Brasil estava atuando no sistema de home office ao longo do mês de julho. Percentualmente, o Sudeste registrava 13% da sua população ocupada trabalhando de forma remota. Este índice chegava a apenas 4% no Norte do país. Este índice chegava a 9% na Região Sul e era de 7,8% no Nordeste. 

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“O home office não é para qualquer um, é para determinadas ocupações e setores”, disse o pesquisador Daniel Duque, do FGV-Ibre, ao jornal Folha de S. Paulo.  “No Sudeste, a internet chega a um número maior de pessoas e há mais predisposição para se trabalhar em casa, pois isso reduz o tempo perdido no deslocamento, por exemplo”, completou. 

Ainda conforme o IBGE, 57,9% da população ocupada no Norte é considerada de trabalhadores informais. No Sudeste, esse índice é 31,5%. 

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