México e Peru são contra a criação de uma moeda comum na América Latina

Os dois países deram o posicionamento após informações apontarem que os governos do Brasil e da Argentina discutiram uma união monetária

www.brasil247.com - Andrés Manuel López Obrador e Álex Contreras
Andrés Manuel López Obrador e Álex Contreras (Foto: Reuters)


247 - Os presidentes do México, Andrés Manuel López Obrador, e o ministro da Economia e Finanças do Peru, Álex Contreras, anunciaram nesta terça-feira (24) que os dois países não concordam com a ideia de criação de uma moeda comum na América Latina. Eles deram o posicionamento após informações repercutidas na imprensa e nas redes sociais apontarem que os governos do Brasil e da Argentina pensam em uma união monetária. 

“Não estaríamos de acordo. Nós temos muitas razões para continuar mantendo o dólar como referência”, Obrador em uma coletiva de imprensa.

O ministro da Economia e Finanças do Peru, Álex Contreras, disse que a moeda comum é uma proposta "irrealista". A declaração foi publicada pelo portal Uol

De acordo com a proposta em discussão entre Brasil e Argentina, o real brasileiro e o peso argentino continuariam a existir, com a nova moeda voltada estritamente para o comércio. É diferente do euro, que é usado para todos os tipos de transações na Europa. 

A nova moeda seria usada em pagamentos comerciais entre os dois países, ajudando em parte a reduzir a dependência do dólar, o que seria bom principalmente para os argentinos, que enfrentam baixas reservas em moeda estrangeira após anos de crises de dívida. 

Professor de Economia da Universidade Federal do ABC, Fábio Terra disse que, pela proposta, a nova moeda "não circularia dentro do Brasil ou da Argentina". "É especificamente para ser um denominador comum das trocas comerciais", disse

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esclareceu que os governos brasileiro e argentino não estão discutindo uma moeda única, como é o caso do euro. "Estamos defendendo uma nova engenharia, que não seja o pagamento em moedas locais, mas que não chegue ao estágio de unificação monetária", disse em entrevista à imprensa, em Buenos Aires, capital da Argentina, nessa segunda-feira (23). 

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