Paulo Gala: “Se ser o celeiro do mundo resolvesse nossos problemas, já seríamos ricos”

No entanto, o economista não defende que o setor seja totalmente desprezado: “É ótimo que sejamos o celeiro do mundo, mas falta fazer o resto”, que é investir mais em industrialização, tecnologia e inovação. Assista na TV 247

(Foto: Divulgação)
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 247 - Em entrevista à TV 247, o economista Paulo Gala, da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EESP), condenou a estratégia macroeconômica brasileira, que prioriza o setor de commodities e não gera valor substancial para o país.

“É quase messiânico. ‘A missão do Brasil é alimentar o mundo’ e, feito isso, pronto”, diz, após ser questionado sobre qual seria o problema de seguir tal caminho.

“Agora, veja. Se ser o celeiro do mundo resolvesse nossos problemas, já seríamos ricos. Se já somos o celeiro do mundo, por que tanta pobreza e desigualdade?”, continua. 

No entanto, Gala não quer dizer que o setor deva ser totalmente desprezado. “É ótimo que sejamos o celeiro do mundo, mas falta fazer o resto. Os Estados Unidos também são um dos celeiros do mundo, assim como a França, a Ásia e a Rússia. Agora, eles também são celeiros industriais, de tecnologia, de inovação, e é aí que estão os bons empregos. O setor agrícola ocupa não mais que 5% das economias ricas e gera não mais que 1 a 2% dos empregos”, completa o economista. 

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