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Economia

PIB da Europa crescerá menos em 2011 e o da Grécia cairá 3,5%

A Comisso Europeia reduz a previso de expanso para este ano e traa um cenrio sombrio para 2012

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AE - A Comissão Europeia elevou levemente sua previsão para o crescimento da União Europeia (UE) em 2011, em um relatório semestral divulgado hoje. Entre os maiores países do bloco, Alemanha e França também tiveram as estimativas elevadas, enquanto a previsão para o Reino Unido foi reduzida. Na Grécia, a economia deve recuar fortemente, segundo essas mesmas estimativas. O braço executivo do bloco europeu, no entanto, observou que ainda existem riscos significativos gerados pela incerteza política no Oriente Médio e pelos contínuos obstáculos nos mercados de dívida. Segundo a Comissão Europeia, o Produto Interno Bruto (PIB) dos 27 países que compõem o bloco deve crescer 1,8% neste ano, acima da estimativa de expansão de 1,7% contida no relatório publicado no segundo semestre do ano passado. A previsão para o PIB da zona do euro é de crescimento de 1,6% neste ano, maior que o índice de 1,5% previsto anteriormente.

A economia da Grécia deve registrar contração em 2011 superior à esperada anteriormente, disse a Comissão Europeia em seu relatório de primavera, advertindo, ao mesmo tempo, que o déficit orçamentário do país deve superar as projeções feitas pelo governo.

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Segundo a comissão, a economia grega irá se contrair em 3,5% em 2011. Há dois meses, a comissão havia previsto contração de 3%. O relato diz ainda que o déficit orçamentário do país deverá atingir 9,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011, mais de dois pontos porcentuais acima da meta de 7,4% estabelecida no orçamento deste ano.

No entanto, as perspectivas para 2012 são mais sombrias, em razão da frágil recuperação econômica da região, dos problemas nos mercados de bônus e da crescente inflação. A estimativa para o PIB da União Europeia em 2012 foi reduzida para alta de 1,9%, ante 2,0%, enquanto a previsão para a zona do euro foi mantida em 1,8%.

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Países

Com relação às maiores economias da União Europeia, a Alemanha deverá continuar sendo destaque. A Comissão Europeia espera que o PIB alemão cresça 2,6% neste ano, mais que a estimativa de 2 2% contida no relatório do fim do ano passado. A previsão para a expansão da França também foi elevada para 1,8% neste ano e 2% em 2012, de 1,7% e 1,8%, respectivamente.

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Já as expectativas para o Reino Unido pioraram. A Comissão Europeia agora prevê que o PIB britânico cresça 1,7% neste ano. No relatório publicado em março, a previsão era de crescimento de 2,0%.

O relatório da Comissão Europeia também tratou das expectativas para inflação, que foram elevadas em consequência do aumento dos preços das commodities desde o fim do ano passado. A inflação deve subir para uma média de 3% na União Europeia e de 2,6% na zona do euro neste ano, antes de se desacelerar para cerca de 2% e 1,8%, respectivamente, em 2012.

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No último relatório semestral, as previsões para inflação eram de altas de 2,1% na União Europeia em 2011 e de 1,8% em 2012. Para a zona do euro, as estimativas eram de aumento de 1,8% neste ano e de 1,7% no próximo. A Comissão Europeia também espera um aumento na proporção de dívida dos governos, que deverá atingir pouco mais de 83% do PIB da União Europeia e pouco mais de 88% na zona do euro em 2012.

Já a economia grega está em seu terceiro ano de forte recessão, que prejudicou os esforços do governo na coleta de impostos e também o forçou a gastar mais em programas sociais. Além disso, uma revisão recente do déficit grego de 2010 indica que o governo tem de atingir as metas perdidas do ano passado. Nessa situação, a comissão disse que a Grécia pode não atingir suas metas de déficit em 2011.

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"A implementação de políticas fiscais em 2011 continua sendo um desafio. Ao mesmo tempo em que o governo reafirmou seus compromissos com as metas para o déficit, totalmente recuperando o desvio de 2010, não anunciou qualquer medida adicional", disse o relato da comissão.

A comissão afirma que o relativo fraco desempenho da economia da Grécia no ano passado irá se arrastar para este ano e que novas medidas de austeridade consideradas necessárias este ano terão efeito negativo ainda maior na atividade econômica.

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"No curto prazo, o aperto fiscal terá um forte impacto de contração na atividade econômica, na esteira dos cortes dos salários públicos, aumentando o déficit fiscal e causando queda na renda disponível e nos gastos públicos", prevê a comissão. "Entretanto, esforços críveis de ajuste fiscal e a implementação das reformas estruturais determinadas devem ampliar a confiança e melhorar o sentimento", acrescentou.

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