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Economia

Política de preços dos combustíveis será alterada, afirma futuro presidente da Petrobrás

Jean Paul Prates disse ainda que a política de preços da Petrobras mudará "não necessariamente para traumatizar o investidor, nem o retorno dos investimentos"

Jean Paul Prates (Foto: SERGIO MORAES/REUTERS | Marcos Oliveira/Agência Senado)
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(Reuters) - Indicado pelo governo eleito para a presidência da Petrobras, o senador Jean Paul Prates (PT-RN) disse nesta sexta-feira que a política de preços de combustíveis do país mudará no governo Lula, mas afirmou que isso não significa descolar totalmente os valores pela estatal dos emocionados no mercado internacional.

A jornalistas após reunião com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, Prates defendeu rever a utilização do Preço de Paridade de Importação (PPI) como referência para os preços internos dos combustíveis, uma vez que o Brasil é "quase" autossuficiente em refino, mas notou que não se pode "traumatizar os investidores".

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"Quando falar em extinguir ou parar de usar o PPI como referência, não é que vamos desgarrar o preço completamente do mercado internacional, o país não é louco, não vamos criar uma economia paralelamente no Brasil", disse.

"Quer dizer que vamos parar de balizar o preço da porta da refinaria com o preço de um produto produzido em lugares completamente aleatórios, distantes, do mundo, mais frete e mais despesas de colocação."

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Prates disse ainda que a política de preços da Petrobras mudará "não necessariamente para traumatizar o investidor, nem o retorno dos investimentos", mas porque a "política do país vai ser alterada".

"A mudança de diretrizes de preços... vai ser dada por um consórcio do governo, Ministério da Fazenda, Ministério de Minas e Energia, Petrobras também, Conselho Nacional de Política Energética. Esse pessoal vai dizer 'olha, temos que chegar em uma fórmula, alguma coisa de referência, que não seja apenas o preço de Rotterdam mais despesas", explicou.

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Sobre sua indicação a CEO da estatal, ele avaliou que poderá ser efetivado no cargo em meados de janeiro e disse que está "totalmente tranquilo" sobre a Lei das Estatais em relação à sua indicação.

Prates indicou que, quando assume o posto, ainda leva um tempo para que as decisões comecem a serem tomadas. "Temos que nos organizar e saber como a companhia está, todo mundo aqui é responsável, ninguém vai sair no primeiro dia já anunciando uma coisa."

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A escolha de Prates para presidir a Petrobras confirma a intenção do governo eleito de promover uma grande mudança na estratégia da petroleira, que nos últimos anos colocou grande parte de seus investimentos na exploração e produção de petróleo no pré-sal. Prates já indicou que quer a petroleira com uma atuação mais diversificada e com transição energética.

"A própria discussão da política de combustíveis também vai ganhar uma trégua... provavelmente vamos ter uma trégua de 30,60 dias para segurar os impostos", acrescentou.

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A proposta de Prates vai na linha das promessas de campanha do presidente eleito, após o país ter sofrido nos últimos anos os efeitos da volatilidade dos preços do petróleo, cujo mercado foi fortemente atingido neste ano pela guerra na Ucrânia e embargos à Rússia.

As ADRs da Petrobras negociadas em Nova York operaram perto de uma estabilidade nesta tarde. A bolsa B3 estava fechada nesta sexta-feira.

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