Revisão da privatização da Eletrobrás é um dos grandes acertos de Lula

Lula disse que o processo teria sido "errático" e "quase que uma bandidagem"

(Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula | Reuters)


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BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que a Advocacia-Geral da União (AGU) deverá pedir na Justiça a revisão do contrato de privatização da Eletrobras, citando que o processo teria sido "errático" e "quase que uma bandidagem".

"Foi feita quase que uma bandidagem para que o governo não volta a adquirir maioria na Eletrobras. Inclusive, possivelmente o advogado-geral da União vai entrar na Justiça para que a gente possa rever esse contrato leonino contra o governo", disse Lula em entrevista a jornalistas no Palácio do Planalto.

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"Porque é contra o governo, tanto na participação acionária --nós queremos ter mais gente na direção e mais gente no conselho-- quanto esse negócio de que você não pode comprar, você vai pagar três vezes mais caro. Isso é uma coisa irracional, maquiavélica, que nós não podemos aceitar", acrescentou o presidente, que, entretanto, negou que sua gestão tenha planos de reestatizar a empresa.

A privatização da Eletrobras foi aprovada no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, sob críticas de partidos de esquerda como o PT, de Lula.

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Na semana passada, em mensagem ao Congresso, o governo já havia feito críticas à privatização da Eletrobras, se dizendo preocupado em mitigar "consequências negativas" do processo sobre as tarifas de energia devido à descotização e à concentração de poder de mercado em uma empresa privada.

Também disse que "inquieta e deve ser foco de atenção" a perda por parte da União da capacidade de influenciar os rumos da elétrica.

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As afirmações repetiram ideias que haviam sido apontadas pela equipe de transição do governo no início do ano, e que criaram apreensão no mercado.

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