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Entrevistas

"O Brasil nunca fez política efetiva de justa memória contra ditaduras do Estado Novo e 1964", diz Antonio Melchior

Advogado autor de livro que resgata memória da luta do Direito contra o Estado Novo analisa violações à democracia nos dias de hoje e expõe trajetória de golpes no Brasil. Assista

Antonio Pedro Melchior e Getúlio Vargas (Foto: Reprodução | Divulgação)
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247 - O advogado criminalista Antonio Pedro Melchior, autor do livro "Juristas em Resistência", que resgata a memória dos advogados que lutaram contra o Estado Novo, concedeu uma entrevista exclusiva à TV 247. Nela, Melchior destacou a importância da comunicação na resistência contra regimes autoritários e fez uma análise da atualidade, apontando os riscos enfrentados pela democracia.

O advogado destacou o contexto histórico do surgimento do fascismo e sua relação com a reação conservadora atual, exemplificada no golpe contra a presidente Dilma Rousseff (PT). Ele questionou se os combatentes do passado imaginavam que décadas depois ainda enfrentaríamos violações do Estado democrático de direito, lançando um olhar crítico sobre a falha na construção de uma política de justa memória contra as ditaduras no Brasil.

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Melchior também ressaltou a atuação de juristas como Pinto Sobral, que defendeu um comunista durante o Estado Novo, evidenciando o uso da retórica anti-comunista como um catalisador dos movimentos conservadores e autoritários no país.

Ao abordar os desafios do presente, o advogado apontou que o Brasil não fez o dever de casa e enfatizou que é preciso aprender com o passado para evitar a repetição de erros e refletir sobre as reações ao fascismo no âmbito judicial: "a gente nunca fez uma política efetiva de justa memória contra as ditaduras. Faltaram julgamentos, efetivamente, contra as pessoas envolvidas em torturas, nos golpes, tanto da ditadura do Estado Novo quanto de 1964, e isso parece que deixou de produzir uma boa instrução a respeito dos horrores, da ojeriza e dos problemas decorrentes de um regime de força como o Estado autoritário."

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Ao final da entrevista, Melchior destacou o papel das memórias subterrâneas e a necessidade de uma instrução adequada sobre os horrores da ditadura e os problemas decorrentes do autoritarismo, tanto na subjetividade quanto nas práticas educacionais. Confira a entrevista completa no vídeo abaixo:

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