Goiânia amarga Ideb inferior ao de Teresina

Capital goiana obteve 3,7 na segunda fase do ensino fundamental da rede municipal, contra 4,7 da capital piauiense; índice relativo cresceu menos que a média dos anos anteriores e Palmas, com 5,0, também ultrapassou Goiânia; secretária municipal de Educação, Neyde Aparecida (foto) alega que pasta tem investido constantemente na qualidade do ensino

Goiânia amarga Ideb inferior ao de Teresina
Goiânia amarga Ideb inferior ao de Teresina (Foto: Divulgação)

Goiás 247 _ Goiânia perdeu quatro posições entre as capitais no Índice de Desenvolvimetno da Educação Básica (Ideb), relativo ano de 2011. Os números apresentados pelo Ministério da Educação  (MEC) apontam que Goiânia agora é a 13ª no ranking das capitais brasileiras, empatada com Macapá, no Amapá, e Belém, no Pará. É a primeira vez desde 2005 que o índice do Ideb de Goiânia cai. E o índice do Ideb relativo às escolas da Rede Municipal de Goiânia em 2011 cresceu menos que a média dos anos anteriores.

O levantamento traçou um verdadeiro raio-x da educação goianiense. O Ideb analisa o desenvolvimento estudantil na primeira (5º ano) e segunda fases (9º ano) do ensino fundamental. Comparando com o Ideb de 2009, Goiânia manteve a 7º posição na avaliação dos anos iniciais, com Ideb de 5,3.

No índice dos anos finais, a nota caiu de 3,8 para 3,7. Teresina, capital do Piauí, obteve nota bem melhor que a capital goiana, com 4,4.  As escolas estaduais obtiveram melhores índices que as escolas municipais nos anos iniciais, quando a garantia do ensino é de obrigação da prefeitura. As escolas estaduais obtiveram Ideb de 5,4 na avaliação do 5º ano do ensino fundamental.

Os índices de Goiânia ficam mais alarmantes se forem comparados com os resultados de outras capitais. Campo Grande (MS) obteve nota 5,0 que foi a mesma conseguida por Palmas, capital do Tocantins. Teresina também ficou acima de Goiânia com uma nota 4,4. Em informação repassada ao jornal Diário da Manhã, a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Educação disse que “tem investido constantemente na qualidade da educação oferecida nos anos iniciais e finais do ensino fundamental”.  

O Ideb é calculado por dois fatores. A nota dos estudantes na Prova Brasil, uma forma de avaliar o ensino apresentado, e o fluxo de aprovação dos alunos. Como o MEC aconselha aprovação automática nos anos iniciais, o reflexo se percebe nos anos finais do ensino médio.

Com aprovação automática e falta de acompanhamento da atual gestão, os alunos não conseguem ter bom rendimento a partir do 6º ano do ensino fundamental.

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