Grupo RBS terceiriza culpa por fraude fiscal

Afiliada da Globo no RS e em SC é a primeira das 12 grandes empresas na mira da Operação Zelotes, acusadas de subornar conselheiros da Receita para que mudem o discurso sobre o envolvimento da empresa na mega fraude fiscal descoberta esta semana; neto do fundador e presidente do grupo, Duda Sirotsky disse, na primeira versão, que não sabia de nada; agora terceirizou a responsabilidade

Afiliada da Globo no RS e em SC é a primeira das 12 grandes empresas na mira da Operação Zelotes, acusadas de subornar conselheiros da Receita para que mudem o discurso sobre o envolvimento da empresa na mega fraude fiscal descoberta esta semana; neto do fundador e presidente do grupo, Duda Sirotsky disse, na primeira versão, que não sabia de nada; agora terceirizou a responsabilidade
Afiliada da Globo no RS e em SC é a primeira das 12 grandes empresas na mira da Operação Zelotes, acusadas de subornar conselheiros da Receita para que mudem o discurso sobre o envolvimento da empresa na mega fraude fiscal descoberta esta semana; neto do fundador e presidente do grupo, Duda Sirotsky disse, na primeira versão, que não sabia de nada; agora terceirizou a responsabilidade (Foto: Leonardo Lucena)

Rio Grande do Sul 247 - O grupo RBS, afiliada da Globo nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, é a primeira das 12 grandes empresas que estão na mira da Operação Zelotes acusadas de subornar conselheiros da Receita Federal para que mudem o discurso sobre seu envolvimento da empresa na mega fraude fiscal descoberta esta semana. A RBS devia R$ 672 milhões.

Quando a Operação Zelotes foi deflagrada, a empresa publicou em seu site, no dia 28 de março: "A RBS desconhece a investigação e nega qualquer irregularidade em suas relações com a Receita Federal". Agora o grupo muda a versão e adota uma nova posição oficial perante as fraudes que somam R$ 19 bilhões, de acordo com as investigações da PF.

Segundo texto publicado no Diário do Centro do Mundo pelo jornalista Renan Antunes de Oliveira, de Santa Catarina, o neto do fundador e presidente do grupo, Duda Sirotsky, afirmou para seus colegas de profissão em Florianópolis que "a Receita Federal deve estar falando de uma operação que fizemos com a Telefonica", supostamente em 2011 - a RBS e a empresa de telefonia espanhola foram associadas.

Duda deu a seguinte explicação aos seus subordinados: "Nós apenas contratamos, inadvertidamente, um dos escritórios de advocacia hoje identificado como sendo de lobistas que subornavam conselheiros do CARF". A contratação teria dado margem às acusações contra a RBS.

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