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Oposição continua sendo... oposição

Clima de paz se restringe ao Proinveste; passado o Carnaval, Eduardo Amorim, André Moura, Augusto Bezerra, Venâncio Fonseca e Mendonça Prado calibram discurso contra o Governo de Marcelo Déda e em uma semana produzem críticas das mais diversas: inexistência de uma política de turismo, saúde defasada, violência nas alturas e reforma administrativa eleitoreira; o ano não será fácil para Déda, aliados e minoria na Assembleia; ainda dá tempo de virar o jogo?

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Valter Lima, do Sergipe 247 – A lua de mel entre Governo e oposição, desde o apelo feito pelo governador Marcelo Déda (PT) aos irmãos Eduardo e Edivan Amorim, em evento, no mês de janeiro, está limitada à reabertura das conversas que devem culminar na aprovação do empréstimo do Proinveste. Para além disso, a oposição não dará descanso ao Governo do Estado. E a prova disso está no retorno incisivo das vozes mais críticas à atual administração.

Em pronunciamentos e em entrevistas, o senador Eduardo Amorim (PSC), os deputados federais André Moura (PSC) e Mendonça Prado (DEM) e os deputados estaduais Venâncio Fonseca (PP) e Augusto Bezerra (DEM) demarcaram suas posições contrárias ao Governo. Foram ataques em áreas como Saúde, Turismo, Segurança e até mesmo na reforma administrativa que Déda pretende realizar ainda em março.

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Não é sem sentido que o próprio governador afirmou na segunda-feira (18) que estava difícil reerguer uma maioria na base que lhe dá sustentação na Assembleia, pois há políticos que têm projetos estratégicos e precisam mostrar atitude na oposição ao Governo. E está é realmente a verdade objetiva da manutenção de uma oposição tão numerosa.

O Governo Déda caminha para seus últimos dois anos e enfrenta hoje rejeição significativa, diante das debilidades em áreas importantes, como Saúde e Segurança Pública. Além disso, a candidatura posta desde 2010 do senador Eduardo Amorim para o Governo do Estado alimenta em seu grupo a chegada ao poder ao final de 2014. Todos que se enfileiram ao lado do senador não enxergam outro horizonte.

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É por isto, inclusive, que o Proinveste sofre tanto para chegar ao seu destino, é por isso que a oposição tem opinado tanto no projeto – e tem sido ouvida (e atendida), sem objeções por Déda. E é neste cenário que a oposição fortalece sua ação. O foco é eleitoral. Não se duvide disso.

Na semana que se encerra, André Moura protagonizou uma crítica pesada à política de Turismo do Estado, que ele nomeou de inexistente. O senador Eduardo Amorim, com seu discurso quase messiânico, continuou martelando na necessidade da obra do Hospital do Câncer e voltou a falar, para não ser incoerente, no suposto alto endividamento do Estado, que se agravará com a aprovação do Proinveste. Também criticou o sistema de Saúde.

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Por falar em Saúde, Augusto Bezerra voltou a defender a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para a área e acusou o Hospital Cirurgia de favorecimento político. Abriu mais uma vez a trincheira contra o deputado federal Rogério Carvalho (PT), ex-secretário da Saúde no primeiro Governo Déda. Venâncio, por sua vez, ironizou a reforma administrativa do Governo, que de acordo com ele, tem apenas o foco eleitoral.

Já Mendonça Prado, que diferentemente dos demais aqui citados, nunca esteve contra o Proinveste e nem integra o grupo liderado por Edivan Amorim, fez uma crítica dura ao Governo, em sua página no Facebook nesta sexta-feira (22). “Tem Governo em Sergipe?” é o título da nota postada por ele.

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“A criminalidade em Sergipe está crescendo desenfreadamente. As estatísticas divulgadas pelo Ministério da Justiça indicam que a possibilidade de alguém se tornar vítima de homicídio em Aracaju é 3, 5 vezes maior do que na cidade de São Paulo. Na área da saúde, o caos está instalado e as consequências são insuportáveis para os cidadãos. Os indicadores do sistema educacional estão declinando e apagando as melhores perspectivas de futuro para os nossos jovens. Os servidores públicos estão insatisfeitos com o governante que não faz absolutamente nada para corresponder às suas expectativas. Infelizmente, o governo de Sergipe não está nem aí para o povo”, disse.

Com minoria na Assembleia e um secretariado, em boa parte, desmotivado, 2013 não será fácil para a administração estadual. A oposição continuará desempenhando o seu papel de oposição. E o Governo? Criará mais agendas positivas? Conseguirá tirar a Segurança e a Saúde das páginas mais sensacionalistas e dos discursos mais ferozes? É possível, se o governador Marcelo Déda e aqueles que o cercam souberem agir com a mesma habilidade política que fez com que o Proinveste fosse ressuscitado. Ações e melhorias existem em diversas áreas. 

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