Os riscos de não se vacinar

Capital baiana sedia a partir desta quarta-feira 14ª Jornada Nacional de Imunizações promovida pela SBIm; mito da não vacinação resulta em centenas de pessoas suscetíveis à ação de vírus e bactérias

Os riscos de não se vacinar
Os riscos de não se vacinar (Foto: Divulgação)

Bahia 247

De 1 a 4 agosto, Salvador vai se tornar a capital brasileira das discussões sobre imunizações, reunindo especialistas de diversas formações de todo país na 14ª Jornada Nacional de Imunizações promovida pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), que tem como tema central "Indivíduo imunizado, coletividade protegida".

O evento pretende discutir a necessidade da vacinação em toda a população, já que ainda há, em todo o mundo, quem acredite que ela não seja necessária, e até mesmo que possa estar associada ao surgimento de problemas como o autismo. A crença equivocada resulta em centenas de pessoas suscetíveis à ação de vírus e bactérias o que pode colocar em risco conquistas como o controle da circulação do vírus do sarampo no Brasil.

Em conversa com o Bahia 247, o presidente da SBIm Nacional, Renato Kfouri, ressaltou a importância da vacinação em todas as camadas da população, não só nas crianças. "No Brasil quase 100% das crianças estão vacinadas, o problema são os adultos. A maioria deles pensam que não precisam tomar as doses usuais, o que é um engano. Na verdade, eles tratam a situação com muita displicência, isso não é bom. ", afirmou.

Kfouri destacou ainda o fato de o encontro ser realizada na Bahia, o que vai facilitar o acesso de profissionais do Norte e Nordeste à produção de conhecimento e de estratégias de prevenção. "Já realizamos eventos em Recife e outras capitais nordestinas, agora é a vez da terceira cidade do país entrar de vez na rota de discussões sobre a importância da vacinação da coletividade", disse.

"Vacinas salvam vidas. Seus possíveis efeitos adversos são conhecidos e previstos: elas podem provocar dor no local da aplicação, pequeno mal-estar ou febre passageira. Sabemos também que, em mais de 90% dos casos, a vacina é totalmente eficaz", afirmou Renato Kfouri, presidente da SBIm Nacional.

O médico lembra a importância das altas coberturas vacinais (número de pessoas vacinadas), não apenas para prevenir surtos e epidemias, mas também para garantir a proteção daqueles que, por questões de saúde e/ou idade, não estejam imunizados. São exemplos as pessoas com o sistema imunológico comprometido ou com o esquema vacinal incompleto, como os recém-nascidos.

Para a Presidente da Jornada Nacional e representante da SBIm na Bahia, Jacy Andrade a vacinação não protege apenas quem está sendo vacinado, mas também as pessoas que estão à sua volta. "No caso da vacina do sarampo, a eficácia é de 95%. Isso quer dizer que de 100 crianças vacinadas, 95 ficam protegidas. Esses 5% vão se acumulando, contudo, se a cobertura vacinal for alta, terão baixíssimo risco de contrair a doença. Mas, se 5% da população não se vacina e 5% da população vacinada não fica protegida, sobe para 10% o percentual de suscetíveis, proporção que tende a aumentar ao longo do tempo", explica a médica que também é professora do departamento de infectologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Segundo ela, o sucesso da vacinação depende da cobertura vacinal, daquilo que é chamado proteção de rebanho. "Para eliminar uma doença ou tê-la sob controle, é necessária tal cobertura", informou.

Vale lembrar que o evento tem o apoio da Sociedade Baiana de Pediatria e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). A programação completa e informações sobre inscrição estão disponíveis em www.jornadasbimba.com.br.

 

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