Prefeitura de Cuiabá é multada em R$ 200 mil após enterro de pastor bolsonarista, que morreu de Covid-19, reunir 5 mil pessoas

O Judiciário de Mato Grosso aplicou multa de R$ 200 mil à Prefeitura de Cuiabá por causa da aglomeração cerca de 5 mil pessoas no sepultamento do pastor bolsonarista Sebastião Rodrigues de Souza, que morreu de coronavírus

Enterro de pastor bolsonarista causa aglomeração em Cuiabá
Enterro de pastor bolsonarista causa aglomeração em Cuiabá (Foto: Reprodução)
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247 - O juiz da Vara Estadual da Saúde Pública de Mato Grosso, José Luiz Leite Lindote, aplicou multa de R$ 200 mil à Prefeitura de Cuiabá, comandada por Emanuel Pinheiro (MDB), por causa da aglomeração cerca de 5 mil pessoas no sepultamento do pastor bolsonarista Sebastião Rodrigues de Souza, líder da Assembleia de Deus no estado, que morreu de coronavírus. Pastor da Assembleia de Deus, o secretário de Ordem Pública da Capital, Leovaldo Emanoel Sales da Silva, também recebeu multa de R$ 100 mil.

Sebastião Rodrigues é avô do vereador Abílio Jr. Brunini (PSC), que, em março, teve o mandato cassado pela Câmara de Cuiabá por quebra de decoro parlamentar. O Judiciário devolveu o mandato dele em maio. 

Autoridades de saúde recomendam o distanciamento social para diminuir a propagação do coronavírus, que deixa o Brasil em segundo lugar no ranking mundial de confirmações (2,5 milhões) e mortes (90 mil) provocadas pela doença.

A morte do pastor, enterrado no dia 8 de julho, foi comentada por Jair Bolsonaro, que emitiu nota oficial no mesmo dia em solidariedade à família do líder da Assembleia de Deus. 

"Meus sinceros sentimentos a toda a comunidade cristã e à família do querido pastor Sebastião! Oremos pelo conforto do Senhor na vida dos familiares".

Bolsonaro tem amenizado os efeitos da pandemia da Covid-19, mesmo após ter dito que foi contaminado pela doença no início deste mês. Em junho, ele disse que "talvez tenha havido um pouco de exagero" na maneira como a pandemia foi tratada. Chegou a classificá-la como uma "gripezinha", em março, e perguntou "e daí?" ao ser questionado sobre os cinco mil mortos pela doença, em abril.

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