Quem bate em estudante merece ser presidente?

Se havia um projeto presidencial 'Alckmin 2018', ele acabou na tarde desta quinta-feira, quando um policial militar de São Paulo agrediu, com o punho cerrado, um estudante secundarista, como se pretendesse levar a nocaute o jovem que protestava pelo direito de ter uma educação pública de qualidade; se o paranaense Beto Richa era o governador tucano que batia em professores, Alckmin conseguiu ir além: é o governador que bate em alunos; não por acaso, a Folha de S. Paulo desta sexta-feira indica que sua aprovação despencou vinte pontos e é mais baixa da história; nem o recuo na 'reorganização educacional', nem um improvável pedido de desculpas poderão transformar Alckmin num candidato viável

Se havia um projeto presidencial 'Alckmin 2018', ele acabou na tarde desta quinta-feira, quando um policial militar de São Paulo agrediu, com o punho cerrado, um estudante secundarista, como se pretendesse levar a nocaute o jovem que protestava pelo direito de ter uma educação pública de qualidade; se o paranaense Beto Richa era o governador tucano que batia em professores, Alckmin conseguiu ir além: é o governador que bate em alunos; não por acaso, a Folha de S. Paulo desta sexta-feira indica que sua aprovação despencou vinte pontos e é mais baixa da história; nem o recuo na 'reorganização educacional', nem um improvável pedido de desculpas poderão transformar Alckmin num candidato viável
Se havia um projeto presidencial 'Alckmin 2018', ele acabou na tarde desta quinta-feira, quando um policial militar de São Paulo agrediu, com o punho cerrado, um estudante secundarista, como se pretendesse levar a nocaute o jovem que protestava pelo direito de ter uma educação pública de qualidade; se o paranaense Beto Richa era o governador tucano que batia em professores, Alckmin conseguiu ir além: é o governador que bate em alunos; não por acaso, a Folha de S. Paulo desta sexta-feira indica que sua aprovação despencou vinte pontos e é mais baixa da história; nem o recuo na 'reorganização educacional', nem um improvável pedido de desculpas poderão transformar Alckmin num candidato viável (Foto: Leonardo Attuch)
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SP 247 – Até recentemente, aliados do governador Geraldo Alckmin, de São Paulo, diziam que a candidatura presidencial pelo PSDB em 2018 cairia naturalmente no seu colo, quase que por gravidade. Bastaria ficar quieto e deixar que o senador Aécio Neves (PSDB-MG), um mau perdedor que ameaça a democracia brasileira, prosseguisse com suas trapalhadas, no seu ímpeto golpista.

Por isso mesmo, Alckmin manteve um diálogo construtivo com a presidente Dilma Rousseff e jamais comprou abertamente a tese do impeachment. Aos poucos, ele vinha amarrando alianças dentro do PSDB, como com o governador Marconi Perillo, de Goiás, e com outros partidos, como o PSB.

No entanto, o projeto Alckmin dependia também de que ele não cometesse erros. Especialmente, que não cometesse erros tão grotescos como a guerra inútil e já perdida que ele próprio criou com estudantes secundaristas, ao decidir fechar 93 escolas em seu projeto de 'reorganização educacional'.

Numa resistência histórica, os alunos ocuparam mais de 100 escolas e, como Alckmin não se dispôs a dialogar, os protestos migraram para as ruas. A imagem que simboliza a luta estudantil foi captada por Newton Menezes, da Agência Futura Press, e, nela, um policial militar, com os punhos cerrados, agride com um soco no rosto um estudante, como se pretendesse levá-lo a nocaute num ringue de boxe.

A imagem, publicada na capa do jornal Estado de S. Paulo, estará inscrita para sempre na biografia de Alckmin. Se o paranaense Beto Richa era o governador tucano que batia em professores, Alckmin conseguiu ir além. É o governador tucano que bate em alunos. Ou seja, que violenta o futuro.

Não por acaso, esta sexta-feira traz também uma pesquisa Datafolha que revela um quadro desolador para o governador. Sua aprovação caiu vinte pontos e é a mais baixa da história. Se um ano atrás 48% o consideravam ótimo ou bom, hoje são apenas 28%. Menos do que os 30% que consideram sua administração ruim ou péssima.

Alcklmin ainda não repreendeu a Polícia Militar, não pediu desculpas aos estudantes, nem reviu sua reorganização escolar. Mas mesmo que o fizesse, nada seria capaz de ressuscitar seu projeto presidencial de 2018.



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