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Suborno a braço-direito de Covas financiou partidos

Justiça de Berna, na Suíça, aponta que o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) Robson Marinho, ex-chefe da Casa Civil do governo Mário Covas (PSDB), era o intermediário do esquema de propina da Alstom para garantir contratos com governos paulistas; verba era destinada para "o financiamento de partidos", diz documento, sem citar nome das siglas envolvidas

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Justiça de Berna, na Suíça, aponta que o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) Robson Marinho, ex-chefe da Casa Civil do governo Mário Covas (PSDB), era o intermediário do esquema de propina da Alstom para garantir contratos com governos paulistas; verba era destinada para "o financiamento de partidos", diz documento, sem citar nome das siglas envolvidas (Foto: Roberta Namour)
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247 – Investigadores da Suíça indicam que parte do suborno da Alstom para garantir contratos com o governo paulista era destinada para "o financiamento de partidos".

Documentos da Justiça de Berna apontam o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) Robson Marinho, ex-chefe da Casa Civil do governo Mário Covas (PSDB), como o intermediário entre a companhia francesa e autoridades no Brasil. Não foram citados os nomes dos partidos envolvidos.

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Além de comprovar a existência de uma conta em nome de Marinho, a Suíça liberou depoimento de ex-Alstom que atesta suborno recebido pelo agente público.

"Compreendi que se tratava de um certo sr. Robson Marinho. Ele era membro do Tribunal de Contas do Estado federal [sic] de São Paulo. Essa é a instância que fiscaliza as companhias estaduais. Agora não sei se apenas essa pessoa recebeu dinheiro ou se o sr. Marinho o distribuiu ou não", disse Michel Cabane, ex-diretor da Cogelec, subsidiária da Alstom e da Cegelec, em depoimento às autoridades suíças.

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Trata-se da primeira confissão de suborno direto ao ex-braço-direito de Covas. Conta secreta na Suíça teria R$ 1,1 milhão.

O conselheiro, que é alvo de investigação no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por suspeita de ter beneficiado a Alstom em um julgamento de 2001, teria recebido o dinheiro enquanto secretário da Casa Civil de Covas. Ele foi alçado para o cargo de conselheiro pelo ex-governador tucano.

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De acordo com a Justiça, a Alstom pagou propina para vencer uma concorrência no valor de R$ 23,2 milhões. O serviço prestado era o fornecimento de equipamentos em três subestações elétricas da Eletropaulo e EPTE. Marinho nega ter dinheiro no exterior.

Leia aqui a matéria do Estado de S. Paulo sobre o assunto.

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