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Meio Ambiente

Outros países vivem enchentes devastadoras semelhantes à do Rio Grande do Sul

Países na África e na Ásia vêm sofrendo com chuvas torrenciais e inundações agravadas pelas mudanças climáticas que mataram centenas de pessoas e deixaram milhares desabrigados

Rio Grande do Sul atingido por temporais (Foto: Amanda Perobelli / Reuters)
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247 - Indonésia, Afeganistão e Quênia estão sofrendo com catástrofes semelhantes à que ocorre no Rio Grande do Sul desde o início do mês. Os países vêm sofrendo com chuvas torrenciais e inundações que mataram centenas de pessoas e deixaram milhares desabrigados. De acordo com especialistas ouvidos pela Deutsche Welle, os fenômenos estão sendo agravados pelas mudanças climáticas.

Na África, Quênia, Burundi, Tanzânia e Somália receberam chuvas que afetaram quase um milhão de pessoas. As regiões da África Oriental e Austral sofreram com outros eventos extremos nos últimos anos, como secas prolongadas entre 2020 e 2023, e agora passam pela intensificação da estação chuvosa por conta do El Niño, evento apontado como uma das principais causas das enchentes no Rio Grande do Sul e que consiste no aquecimento do Oceano Pacífico equatorial oriental.

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Já na Ásia, o Afeganistão registrou 350 mortes segundo o Ministério de Refugiados do regime Talibã. Na Indonésia, as autoridades estimam em mais de 50 o número de mortos nas recentes enchentes, que também deixaram cerca de 20 pessoas desaparecidas em Sumatra Ocidental, no oeste do arquipélago.

Para Mar Asunción, diretora de clima e energia da ONG WWF, as enchentes não podem ser vinculadas exclusivamente às mudanças climáticas, mas também ao desmatamento, degradação de ecossistemas e fenômenos como o El Niño.

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"O que as mudanças climáticas fazem, e isso já foi mais do que demonstrado, é transformá-las em uma tendência, aumentando a frequência e a intensidade desses episódios extremos, e é isso que estamos vendo em diferentes partes do planeta, onde, por serem mais repetitivos, seu impacto é consequentemente maior”, afirma Asunción.

O pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisas da Espanha, Fernando Valladares, vai na mesma direção, e acrescenta que os oceanos não são mais capazes de armazenar o calor que chega e é produzido pela Terra e sua troca com a atmosfera, resultando em fenômenos meteorológicos globais.

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