Bolsonaro agride a democracia todos os dias e pode matá-la, diz Miriam Leitão

Jornalista aponta possibilidade de morte da democracia brasileira, que começou a ser assassinada no golpe de 2016, contra a ex-presidente Dilma Rousseff, apoiado por ela própria

(Foto: ABr | Reprodução)


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247 – A jornalista Miriam Leitão, que apoiou o golpe de estado contra a ex-presidente Dilma Rousseff, alimentando a farsa das "pedaladas fiscais", afirma que a democracia brasileira está perto de ser assassinada por Jair Bolsonaro, um governante claramente neofacista. "O agressor da democracia não vai parar. É como o agressor da mulher que, após perdoado, volta a atacar e muitas vezes o fim é a morte da vítima. Quem me fez esse raciocínio foi uma autoridade da República. Todos os dias a democracia apanha do presidente Jair Bolsonaro. Os generais e os civis que o cercam reforçam suas atitudes ou tentam justificá-lo. Essa violência só vai parar no fim deste governo, mas deixará cicatrizes. Quando as instituições estão funcionando, ninguém precisa dizer em notas e declarações", escreve ela, em sua coluna no Globo.

"O agressor da democracia brasileira instalou cúmplices em postos estratégicos. Braga Netto é da reserva, mas a carreira militar é usada para ele sempre falar escudado nas Forças Armadas. Os atuais comandantes assumiram com o mandato de mostrar que os militares defendem o projeto político de Bolsonaro. Foram escolhidos para apoiar o agressor. O general Luiz Eduardo Ramos quando foi para o governo era da ativa e estava no comando do II Exército. Ele fez parte do canal dessa bolsonarização dos militares. O Almirante Flavio Rocha, da SAE, está ainda na ativa. O projeto é deixar sempre a impressão de que as Forças Armadas vão agir para proteger Bolsonaro", escreve ainda Miriam.

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"A democracia está sendo agredida. O agressor é o presidente da República. Ele tem ajudantes militares e civis. O maior risco é não ver o perigo, porque, como nos casos de violência contra a mulher, o fim pode ser a morte", finaliza.

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