Mídia corporativa blinda Moro e omite o escândalo da Alvarez & Marsal

A mesma mídia que criou e aplaudiu o personagem Moro esconde as evidências fartas do grande escândalo que encerra a trajetória criminosa da triste figura

www.brasil247.com - Moro ladeado por João Roberto Marinho e Ascânio Seleme
Moro ladeado por João Roberto Marinho e Ascânio Seleme (Foto: Reprodução/Globo)


247 - A Operação Lava Jato não existiria sem a mídia corporativa brasileira e a adesão dos donos desta mídias, de seus comandos editoriais e de diversos jornalistas tornou-se uma referência de como o jornalismo pode ser destruído para estar a serviço da perseguição política -no caso, ao PT, à ex-presidenta Dilma Roussef e especialmente ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois da completa derrota da narrativa lavajatista deste segmento da imprensa, o país assiste agora à derrocada final do chefe da operação, o ex-juiz Sergio Moro, condenado como juiz suspeito e por práticas ilegais na 13ª Vara de Curitiba. Sabe-se agora que parte do butim pelo serviço foram R$ 3,7 milhões de reais em dez meses de 2021, uma receita de nada menos que R$ 10 mil reais por dia, recebidos da empresa Alvarez & Marsal, justamente a empresa que lucrou com a quebra de empresas brasileiras por meio de decisões da Lava Jato. 

É um grande caso jornalístico, de alta octanagem. Mas a mesma mídia que ergueu a Lava Jato, agora protege seu chefe e insiste em nada publicar sobre o homem de R$ 3,7 milhões.

A foto que está no alto desta breve reportagem é de Sérgio Moro sendo aplaudido pelo então  vice-presidente do Grupo Globo, João Roberto Marinho (agora presidente) e pelo então diretor de Redação de O Globo, Ascânio Seleme (agora colunista do jornal). Foi na cerimônia em que, em 18 de março de 2015, o ex-juiz suspeito recebeu os prêmios “Faz Diferença” e “Personalidade do Ano" do jornal O Globo -o motivo era sua atuação criminosa na Operação Lava-Jato. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As evidências jornalísticas de que havia se instalado em Curitiba uma quadrilha com o objetivo de destruir o país e o PT e seus líderes já estavam disponíveis à época. Mas, sob a liderança do grupo Globo, veículos como Folha de S.Paulo, Estado de S.Paulo e uma série de outros, publicavam prazerosamente os press-releases e notícias plantadas por Moro e seu comparsa, o então promotor Deltan Dalagnol.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje, os dois personagens da foto, que ladeiam o ex-juiz, não teriam coragem de aparecer ao seu lado aplaudindo-o. Os veículos da mídia corporativa recuaram da defesa da Lava Jato, “enfiaram a viola no saco”, como afirma o ditado popular. Porém, não houve uma linha de autocrítica pela campanha sórdida. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Agora, quando Moro está completamente desmascarado e o escândalo da propina em forma de “salários” explode, todos os veículos da mídia corporativa cumprem um pacto de silêncio. 

Como perguntou pelo Twitter o jornalista Xico Sá há dois dias: “Imagina se aquele duto do jornal nacional, imagem da corrupção do Brasil por anos, tivesse que engolir de volta a grana que o ex-juiz papou por causa do comercial que fez da lava jato?".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não há “dutos” nem manchetes, boletins, notícias em destaque, nada. Notas esparsas aqui e ali, tímidas, envergonhadas. A mídia corporativa afunda com o personagem que inventou, aplaudiu e ajudou a destruir o país. 

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Apoie o 247

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cortes 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
WhatsApp Facebook Twitter Email