Veja faz defesa prévia no caso Policarpo

Na reportagem “A verdade punida”, deste fim de semana, revista dá sua versão para o caso Maurício Marinho, que foi filmado recebendo propina dentro dos Correios, sem citar a participação de Carlos Cachoeira, mentor de toda a denúncia

Veja faz defesa prévia no caso Policarpo
Veja faz defesa prévia no caso Policarpo (Foto: Edição/247)

247 – Em Brasília, até as pedras sabem que Carlos Cachoeira foi o responsável pelo filme em que Maurício Marinho, ex-funcionário dos Correios, é filmado recebendo uma propina de R$ 3 mil. Publicada por Veja em 2005, e assinada por Policarpo Júnior, a reportagem provocou a reação de Roberto Jefferson, alvo da denúncia, e deu origem ao que se conhece como mensalão.

Da missão de Cachoeira, participaram o ex-policial Jairo Martins, o empresário Arthur Waschek, que era fornecedor dos Correios e um obscuro personagem chamado Joel Santos Filho. Foi ele quem levou a mala aos Correios, que tinha capacidade para filmar – e que captou a cena com Maurício Marinho.

Na reportagem deste fim de semana, Veja trata do caso de Danevita Magalhães, que foi demitida do Banco do Brasil por se recusar a assinar documentos na área de publicidade e estaria vivendo da ajuda de amigos. No fim do texto, assinado por Gustavo Ribeiro e Hugo Marques, coloca-se o caso de Joel Santos Filho da seguinte forma: 

“Situação parecida vive o advogado Joel Santos Filho. Ele foi o autor da gravação do vídeo no qual o ex-diretor dos Correios Maurício Marinho aparece recebendo propina e contando como funcionava o esquema de arrecadação do PTB. A reportagem, publicada por Veja em maio de 2005, está na gênese do escândalo. Foi a partir dela que o presidente do PTB, deputado Roberto Jefferson, revelou a existência do mensalão. Joel conta que foi chamado por um amigo empresário, que tinha os interesses comerciais prejudicados nos Correios, para colher provas de que lá funcionava um esquema de extorsão. Pelo trabalho de filmagem, não ganhou nada, e ainda perdeu o que tinha. Durante as investigações do mensalão, Joel teve documentos e computadores apreendidos – e nunca devolvidos. Apesar de não ter sido acusado de nada, foi preso por cinco dias e ameaçado na cadeia: “Fui abordado por outro preso, que disse saber onde minha família morava e minhas filhas estudavam. Ele me alertou: ´Pense no que vai falar, você pode ter problemas lá fora´”. Joel sustenta sua família hoje por meio de bicos. “Fiquei marcado de forma muito negativa”, lamenta.

A revista Veja aponta Joel Santos Filho como uma inocente vítima da trama e não cita que o principal responsável por tudo foi o contraventor Carlos Cachoeira, que encomendou a filmagem.

 


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