'Ação genocida': representação da diáspora palestina no Brasil repudia ataque israelense em Jenin

A Federação Árabe-Palestina do Brasil fez referência a um conflito que gerou uma das maiores quantidades de mortos em apenas um dia devido à guerra entre israelenses e palestinos

Palestinos e Benjamin Netanyahu (à dir.)
Palestinos e Benjamin Netanyahu (à dir.) (Foto: Reuters)


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247 - A Federação Árabe-Palestina do Brasil criticou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. A representação chamou de "ação genocida" a operação nesta quinta-feira (26) das forças de ocupação de Israel no campo de refugiados de Jenin, na cidade palestina de mesmo nome, na Cisjordânia, Oriente Médio, região formada por partes da Ásia e da África. Nove pessoas morreram. Foi um dos maiores números de mortos em apenas um dia em conflitos entre israelenses e palestinos nos últimos anos. Ao todo, 29 palestinos morreram durante confrontos com as forças de Israel em 2023. No ano passado, foram mais de 200 mortos, um recorde.

O documento afirmou que as mortes "integram um meticuloso processo de limpeza étnica integral e tomada de toda a Palestina, defendido pela ala mais radical e fascista do sionismo, hoje novamente no poder em Israel e aplicando seu projeto original, o de uma Palestina sem palestinos". 

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De acordo com a representação, "seria apenas mais um crime de guerra de Israel na Palestina". "Ainda que isso seja a identidade real de Israel e de seu projeto colonial, de limpeza étnica, realizado por um regime de apartheid, estamos diante de um aviso de Netanyahu e de seu gabinete, que conseguiu a façanha de ser considerado o mais extremista da história israelense. É como se na Alemanha houvesse gabinete superando o de Hitler", continuou.

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"Em Israel, desde seu nascedouro sobre os escombros e cadáveres palestinos, nenhum de seus dirigentes é melhor ou pior quando o assunto é a limpeza étnica na Palestina. O processo foi iniciado pela 'esquerda' israelense, com sua 'direita' também o executando, até que esta chega ao poder, em 1977. De lá para cá, nada mudou para o povo palestino no farsesco revezamento no poder entre estes dois polos do projeto colonial sionista", acrescentou.

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Segundo a representação, "Netanyahu, auxiliado pelo que há de pior na humanidade, como Itamar Ben-Gvir (ministro da Segurança Pública, do partido fascista Poder Judeu) e Bezalel Smotrich (Sionismo Religioso, partido que pede a eliminação dos palestinos), radicaliza o processo em busca de uma solução final para a Questão Palestina, conforme preconizado desde o início da empreitada euro-judaica na Palestina".

"Não por acaso, o pai de Netanyahu, Benzion Netanyahu, foi secretário particular de Vladimir Jabotinsky (1880-1940), que fundou, sucessivamente, a Legião Judaica e o Irgun (grupo terrorista executor da limpeza étnica palestina) e liderou os chamados 'sionistas revisionistas', que defendiam aberta e publicamente uma Palestina sem palestinos e apenas para judeus. Mais do que isso: Jabotinsky foi o arquiteto de aliança sionista (1921) com os 'nacionalistas integristas' ucranianos, que defendiam as mortes de russos e, paradoxalmente, de 'judeus' em toda a Ucrânia", disse.

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"A Comunidade internacional precisa assumir suas responsabilidades e parar Israel e sua máquina de morte. A impunidade de Israel poderá levar a humanidade a nova conflagração mundial, reprisando o que os fascistas de ontem, porque tolerados, impuseram. Os sionistas de hoje são seus filhos e na Palestina não passarão! Palestina Livre a partir do Brasil, 26 de janeiro de 2023, 75º ano da Nakba".

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