Após explosão, Líbano pode ter colapso em hospitais

A explosão ocorrida nesta terça-feira na zona portuária de Beirute já fez mais de 100 mortos e mais de 4.000 feridos. O país, que já estava em crise, agora corre risco de colapso no seu sistema hospitalar, já comprometido pela Covid-19

Bombeiros retiram homem ferido do local de explosão em Beirute
Bombeiros retiram homem ferido do local de explosão em Beirute (Foto: REUTERS/Mohamed Azakir)
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247 - O Líbano enfrenta dificuldades para lidar com o grande número de feridos na explosão ocorrida nesta terça-feira (4) na região portuária da capital Beirute. O número de feridos supera 4.000 e o de mortos passa de 100, segundo a Cruz Vermelha Libanesa. O país vive hoje os efeitos da sua mais grave crise econômica desde o fim da guerra civil, em 1990.

O país do Oriente Médio corre o risco de não conseguir lidar com a enorme demanda de serviços médicos para os feridos. "Na situação atual do Líbano, não há como atender os feridos. Por conta da crise econômica, os serviços públicos estão entrando em colapso", alerta Maurício Santoro, professor do Departamento de Relações Internacionais da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), informa o UOL.

Até o momento, o Líbano vinha tendo relativo sucesso em conter o avanço da doença —desde fevereiro, quando registrou o primeiro caso, o país teve apenas 65 mortos e 5.062 casos confirmados de Covid-19, segundo o painel global sobre a pandemia mantido pela Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos.

Apesar disso, o país viu o número de mortes aumentar repentinamente e decidiu decretar um rígido lockdown de duas semanas —a restrição iniciada em 27 de julho estava prevista para vigorar até o próximo fim de semana. Um dos problemas com a explosão é que os hospitais libaneses já estão sobrecarregados. 

A TV 247 exibe nesta quarta-feira, às 10h00 o programa O Mundo Como Ele É, em que os especialistas em política e relações internacionais José Reinaldo Carvalho e Lejeune Mirhan analisam a situação no país árabe

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