Gazeta do Povo diz que censura a Breno Altman é inconstitucional

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) entrou com duas ações, uma cível e outra criminal, com o objetivo de censurar os comentários de Altman

Breno Altman
Breno Altman (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Reprodução)


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247 - Uma reportagem publicada neste domingo (11) no jornal paranaense Gazeta do Povo, folhetim considerado um dos mais conservadores do país, indica, ao consultar juristas, que a censura praticada contra o jornalista Breno Altman é inconstitucional. 

“Juristas consultados pela Gazeta do Povo consideram que a censura aos conteúdos do jornalista fere o direito constitucional à liberdade de expressão. Para eles, embora tenha usado linguagem agressiva e hostil contra o Estado de Israel e feito vista grossa para o grupo terrorista Hamas, Altman não praticou racismo, como sugeriram tanto as ações da Conib como a justificativa do desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) responsável pelas decisões de censura”, diz um trecho da reportagem assinada pelo pelo jornalista Leonardo Desideri.

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A reportagem ainda destaca que, “na semana passada, o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), órgão colegiado composto por diversas ONGs e vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), publicou nota em defesa de Breno Altman. O órgão afirmou que a Conib ‘tenta calar’ Altman e que vê ‘com muita preocupação a escalada de censura a jornalistas e comunicadores e a utilização de mecanismos jurídicos para coibir a livre manifestação de opinião’”.

Nos últimos meses, a Confederação Israelita do Brasil (Conib) entrou com duas ações, uma cível e outra criminal, com o objetivo de censurar os comentários de Altman, que denuncia o genocídio praticado por Israel contra os palestinos. O jornalista teve algumas de suas postagens nas redes censuradas e também é alvo de um pedido de suspensão dos seus perfis.

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Desde o início do recente conflito entre Israel e Palestina, os bombardeios à Faixa de Gaza já resultaram em mais de 27 mil vítimas. Mais de 60% delas são crianças e mulheres.

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