ONU condena governo brasileiro pelo assassinato de líder indígena

Em um comunicado, a alta comissária para Direitos Humanos da ONU, a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, disse que a morte do líder indígena Emyra Waiãpi é um "sintoma perturbador do crescente problema de invasão de terras indígenas - especialmente florestas - por garimpeiros, madeireiros e fazendeiros no Brasil"



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247 - A Organização das Nações Unidas (ONU) condenou a morte de um índio na Aldeia Mariry, no Amapá. A alta comissária para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu ao governo de brasileiro de Jair Bolsonaro que reconsidere sua proposta de abrir mais áreas da Amazônia para mineração.

Em um comunicado, Bachelet disse que a morte do indígena é um "sintoma perturbador do crescente problema de invasão de terras indígenas - especialmente florestas - por garimpeiros, madeireiros e fazendeiros no Brasil".

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"Exorto o governo do Brasil a agir de forma decisiva para deter a invasão dos territórios indígenas e garantir o exercício pacífico de seus direitos coletivos sobre suas terras."

Emyra Waiãpi, de 62 anos, foi morto no dia 23 de julho. Ele é um dos líderes do povo Waiãpi, cujos indígenas denunciaram a invasão por garimpeiros. A Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Ministério Público Federal (MPF) estão investigando as circunstâncias da morte.

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Bolsonaro, por sua vez, se adiantou às investigações e afirmou nesta segunda que não há "nenhum indício forte" de que o indígena tenha sido assassinado.

O presidente já afirmou que tem a "intenção" de regulamentar o garimpo, incluindo a liberação da atividade em terras indígenas.

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"É intenção minha regulamentar o garimpo, legalizar o garimpo, é intenção minha, inclusive para índio. Tem que ter o direito de explorar o garimpo na tua propriedade. A terra indígena é como se fosse propriedade dele", disse o presidente. "É intenção minha regulamentar o garimpo, legalizar o garimpo, é intenção minha, inclusive para índio. Tem que ter o direito de explorar o garimpo na tua propriedade. A terra indígena é como se fosse propriedade dele", disse o presidente.

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