Aécio fala e não diz nada; Maílson é um comediante

Maílson é ainda mais enfadonho e cansativo, porque sabemos que ele é apenas um capataz de banqueiro e porta-voz dos empresários de comunicação

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O senador Aécio Neves, do PSDB mineiro, por ser neto do político legalista e avesso à gorilagem, Tancredo Neves, comporta-se ideologicamente como um direitista light, como se estivesse envergonhado, porque no fundo é um liberal, na acepção da palavra. O economista Maílson da Nóbrega, homem ligado profundamente aos interesses dos banqueiros, foi ministro da Fazenda do ex-presidente José Sarney, que atualmente ocupa a presidência do Senado Federal, além de ser, inacreditavelmente por causa de sua história, alvo da imprensa de mercado e de direita, que o não tolera por ele compor a base política do Governo Federal no Congresso. Nada como um dia após o outro. Logo os barões da imprensa, que adulavam e foram muito beneficiados por Sarney, tentaram, há poucos anos, derrubá-lo da presidência do Senado, no período de quando Lula era presidente.

Maílson para quem não sabe ou não se lembra saiu do Ministério com a inflação a bater perto dos 80% ao mês, ou seja, quase 1000% ao ano. Sua administração foi uma lástima e um desassossego para o povo ao tempo que um processo financeiro formidável para os ricos e os muitos ricos, que deitaram e rolaram com o mel na sopa elaborado pelo chef de cozinha da máquina estatal Maílson da Nóbrega. Tal personagem ainda teve a ousadia de chamar de legado a hiperinflação que ele não conseguiu combater para diminuí-la.

Tal professor de economia, ao contrário de Aécio Neves, não se importa em ser considerado de direita, como ocorre até mesmo com cidadãos comuns que dissimulam suas razões ideológicas em um simples bate-papo.  Pelo contrário, ao perceber que o governo trabalhista da presidenta Dilma Rousseff efetivaria, de fato, a queda das taxas de juros, Maílson, um dos porta-vozes da direita brasileira e do establishment internacional quando se trata dos interesses dos banqueiros prontamente avisou através da mídia de negócios privados que os seus patrões não estavam nada satisfeitos e que não iriam aceitar a nova realidade implementada pelo governo.

Os artigos recentes de Aécio Neves, na Folha de S. Paulo, e de Maílson da Nóbrega, na Veja, retratam, fidedignamente, que esses dois personagens quase surrealistas não têm nada a acrescentar no que diz respeito à economia e a alguma proposta de governo e projeto de País para oferecer ao povo brasileiro. Aécio falou e falou, mas não disse nada, pois fez críticas simplórias, sem substância e fundamento, além de defender o indefensável, que foi sua atitude no que é relativo à diminuição do preço da tarifa de energia, juntamente com outros governadores tucanos, inclusive o atual de Minas, Antonio Anastasia, o que me leva a pensar que o político mineiro optou por defender os interesses dos acionistas e dos rentistas, em vez dos interesses da população e dos empresários, que, publicamente, apoiaram o Governo, bem como criticaram acidamente a imprensa alienígena e os governadores tucanos. Esta é a verdade. O resto é conversa para boi dormir.

Quanto a Maílson da Nóbrega, simplesmente é visível sua desenvoltura para defender aqueles que estão acima do bem e do mal, de acordo com o que eles pensam por terem muito dinheiro e influência. Considero tal figura como um papagaio de pirata, um menino de recado, subserviente, regiamente bem pago para fazer o que sabe: defender o que deu errado, como ocorre agora na Europa, e não é necessário explicar o porquê, além de jogar no ventilador dúvidas, distorções, dissimulações e até mentiras para receber o apoio do cidadão conservador e confundir a classe média e a alta sociedade de perfil reacionário, despolitizado, ressentido, alienado e colonizado, mas tão ou mais cruel que o pica-pau do desenho animado.

Aécio Neves e Maílson da Nóbrega são o que a direita têm, mas não são ouvidos pelo povo brasileiro. Maílson é ainda mais enfadonho e cansativo, porque sabemos que ele é apenas um capataz de banqueiro e porta-voz dos empresários de comunicação, que não estão nem aí para o País, mas que abrem, por exemplo, as portas da Globo News para que tal executivo fale suas abobrinhas para a classe média ressentida e os colunistas ou comentaristas de direita que têm a cara-de-pau de repercutir tanta incongruência, desfaçatez e insensatez, ou seja, asneiras. Maílson poderia contar piadas, igual a um comediante.

A razão disso é porque, indelevelmente, suas palavras não condizem com a realidade pela qual passa o Brasil. Somente isso. Já Aécio Neves vai ter de falar muito para convencer, viajar muito, apresentar suas propostas e os resultados de seus governos em Minas Gerais, e, sobremaneira, descolar-se da sua imagem de playboy, de mauricinho irresponsável, de boêmio e até mesmo de ébrio, como ocorre na blogosfera, que, inegavelmente, é um poder midiático considerável. Principalmente a de esquerda. A única coisa que eu não sei é se o político mineiro vai fazer uma campanha de tão baixo nível como foram as de José Serra, que está a se fingir de morto, como se comportam os gambás quando cercados por cães de caça ou de guarda. É isso aí.

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