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Blairo, o ministro que foi sem nunca ter sido

Se foi mesmo convidado para os Transportes, rei da soja deu aula de deselegncia ao tratar do assunto publicamente

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Rodolfo Borges_ 247 – A presidente Dilma Rousseff havia escolhido seu novo ministro dos Transportes antes mesmo da queda de Alfredo Nascimento. Foi com o então secretário-executivo dos Transportes Paulo Sérgio Passos que ela se reuniu para discutir os assuntos do Ministério quando Nascimento penava para se equilibrar à frente da pasta, na quarta-feira da semana passada. O que fazia, então, o senador Blairo Maggi (PR-MT) entre os ministeriáveis partir da queda de Nascimento?

Blairo foi a tentativa do PR de manter o partido no comando do Ministério, mas a forma como a negociação foi conduzida não condiz com o comportamento de Dilma nas duas trocas de ministro que precisou fazer nas últimas semanas. Até agora, tanto na escolha da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, quando da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, as negociações para a substituição nos ministérios haviam ocorrido em sigilo. Se Blairo Maggi estivesse mesmo fadado a assumir os Transportes, ou mesmo realmente cotado para tanto, ele não teria feito tanto escarcéu.

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O senador alegou impedimentos empresariais para não assumir o cargo. "Se não é um problema legal, é um problema moral e ético", emendou Maggi, que se apressou em informar aos colegas de partido que estudava a possibilidade de assumir o Ministério depois de sondagem da presidente Dilma. O que poderia o senador ter descoberto nos últimos cinco dias que já não soubesse antes? O fato é que ele se aproveitou da confusão do PR e da vacância na pasta para assumir o Ministério dos Transportes sem fazê-lo de fato.

Foi enquanto ministro que nunca foi que Maggi garantiu nesta segunda-feira que seu apadrinhado político Luiz Antonio Pagot, diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), não vai fazer acusações diretas a outros integrantes do governo no depoimento que prestará nesta terça-feira 12 na Comissão de Infraestrutura do Senado. Segundo o senador, Pagot, que está de férias, vai destacar que as decisões do órgão são coletivas e que o DNIT não formula políticas, apenas as executa.

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