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Blindagem do PMDB garante Renan contra pressões

As manifestações contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), se multiplicam pelo País, mas o peemedebista dificilmente sofrerá mais do que constrangimento por delas. De seu lado estão a lentidão da Justiça, que pode prolongar a decisão do Supremo sobre a denúncia encaminhada pela PGR, e o fato de o Conselho de Ética do Senado ser dominado por seu partido e estar recheado de aliados, como Eunício Oliveira (PMDB-CE), Romero Jucá (PMDB-RR), Gim Argello (PTB-DF) e Ciro Nogueira (PP-PI) -- além do próprio Renan

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247 - Apesar da indignação popular contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e mesmo da denúncia encaminhada ao Supremo pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, contra o peemedebista, é grande a possibilidade de Renan passar ileso pela fervura desencadeada por sua volta ao comando do Congresso Nacional. A primeira das garantias de Renan está na lentidão dos processos judiciais.

A denúncia encaminhada por Gurgel ao STF, que diz respeito ao caso que levou o peemedebista a renunciar à presidência do Senado em 2007, tem de ser apreciada pelo Supremo nos próximos dois anos (o período do mandato, que pode ser estendido via reeleição por mais dois) para afetar o presidente do Senado de forma expressiva. O fato de Gurgel ter demorado dois anos com o processo na mão é um indicativo de que as coisas não costumam correr tão rápido nesse âmbito -- e o que dizer sobre o processo do mensalão, que levou cinco anos após o recebimento da denúncia para ser julgado?

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Se vier nos próximos dois (ou quatro) anos, a decisão do STF sobre o caso deflagrado por seu relacionamento com a jornalista Mônica Veloso (relembre) naturalmente só trará constrangimentos a Renan se o tribunal receber a denúncia. Nesse caso, uma polêmica semelhante à que se abriu entre a Câmara e o Supremo por ocasião dos deputados condenados no mensalão pode ser reaberta -- só que o pivô será o presidente do Senado, e não um parlamentar qualquer.

Dominado

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A outra possibilidade de a fritura render mais do que constrangimentos a Renan é que um processo seja aberto dentro do próprio Senado, em seu Conselho de Ética. E, nesse caso, a chance de o peemdebista sofrer uma derrota é ainda mais improvável. Primeiro porque Renan é membro do conselho. Segundo porque seu partido, o PMDB, tem direito a cinco das quinze cadeiras do grupo -- e outras sete vagas são de partidos aliados, como o PT.

Além de Renan, integram a comissão os senadores Eunício Oliveira (PMDB-CE), Romero Jucá (PMDB-RR), Gim Argello (PTB-DF) e Ciro Nogueira (PP-PI), todos próximos ao peemedebista. Também aliado de Renan, o corregedor do Senado, Vital do Rêgo (PMDB-PB), é outro que possui voto no Conselho de Ética. Mais um detalhe importante: à época das denúncias de que Renan pagava contas com a ajuda de um lobista, ele foi absolvido em mais de um processo pelo pares.

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