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Poder

Ciro pode bater asas do PSB e se aninhar no PDT

Eterno presidenciável, Ciro Gomes foi convidado por Carlos Lupi, presidente do PDT, para trocar de partido e concorrer às eleições presidenciais em 2014; ela sabe que, no PSB, comandado por Eduardo Campos, suas chances são mínimas

Ciro pode bater asas do PSB e se aninhar no PDT (Foto: Edição/247)
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247 – A imagem é emblemática: Ciro Gomes diante da pomba que representa o PSB. Assim como o pássaro, ele estuda bater asas e se aninhar em outro partido. Ciro não esconde de ninguém que ainda sonha em ser presidente da República. Já tentou duas vezes pelo PPS, em 1998 e em 2002, e gostaria de ter uma nova chance. Ciro também sabe que, enquanto estiver no PSB, comandado pelo governador pernambucano Eduardo Campos, suas chances de conquistar a legenda, serão mínimas. Por isso mesmo, tem-se mostrado aberto a convites de outros partidos.

Atento a esse cenário, o presidente do PDT, Carlos Lupi, iniciou um “namoro” com o ex-governador cearense. As primeiras conversas já ocorreram e outras estão previstas para os próximos dias. Lupi, magoado com a presidente Dilma Rousseff por ter sido demitido do Ministério do Trabalho, não dá sinais de que pretende apoiar sua reeleição. E acena com uma candidatura presidencial em 2014 para tentar seduzir Ciro. Embora o PDT tenha um ministro na Esplanada, que é Brizola Neto, este é considerado um quadro da cota pessoal de Dilma – e não uma indicação do partido.

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Em 1998, quando foi derrotado para Fernando Henrique Cardoso, Ciro teve cerca de 7,5 milhões de votos. Quatro anos depois, elevou seu cacife para 10 milhões. Nas duas eleições seguintes, com Lula concorrendo à reeleição e depois indicando Dilma Rousseff, as portas se fecharam. Ele tem dito a interlocutores próximos que o Brasil se cansou do antagonismo entre PT e PSDB e que uma terceira via seria possível.

No quadro atual, quem mais se qualifica como terceira via é o governador pernambucano Eduardo Campos. Mas Ciro, com seu estilo personalista, gostaria de ser ele o candidato – e não o presidente do seu partido. Daí o espaço para uma eventual migração para o PDT. De todo modo, o quadro atual é amplamente favorável para a reeleição de Dilma, que teria 59% dos votos, segundo pesquisa recente CNT, ou para a volta de Lula, que teria 69% de acordo com a mesma sondagem.

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