"De poste em poste, o Brasil vai ficar iluminado"

No palanque de Márcio Pochmann (PT) em Campinas (SP), ex-presidente Lula ironiza o termo "poste", utilizado para designar a então candidata à presidência Dilma Rousseff, em 2010, e o ex-ministro Fernando Haddad, candidato à Prefeitura de São Paulo; Lula atacou o adversário de Pochmann, Jonas Donizette (PSB). “Não há na história deste país radialista que distribui cadeira de roda que tenha dado certo como prefeito de uma cidade”

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"De poste em poste, o Brasil vai ficar iluminado" (Foto: Edição 247/ Folhapress)


247 - O ex-presidente Lula ironizou neste sábado o termo "poste", usado para designar os candidatos que ele 'concebeu', como a presidente Dilma Rousseff e o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. A resposta aos críticos ocorreu durante comício do candidato petista em Campinas, Márcio Pochamnn, e ao lado de Dilma. "No começo, diziam que o Márcio era apenas um poste, como diziam que a Dilma era um poste, que ela não ia governar. O Márcio é um poste. Pois bem, é de poste em poste, o Brasil vai ficar iluminado", disse o ex-presidente.

Durante o discurso, Lula lembrou sua derrota nas eleições presidenciais de 1989 para dizer que o Brasil perdeu a chance de evoluir a partir daquele momento, caso tivesse sido eleito. O ex-presidente também criticou duramente o concorrente de Pochmann, o deputado federal e ex-radialista Jonas Donizette (PSB). “Não há na história deste país radialista que distribui cadeira de roda que tenha dado certo como prefeito de uma cidade”, disse Lula.

Já a atual presidente reforçou o discurso pró-Pochmann, que presidiu o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) no governo petista. "Diziam que eu não tinha experiência, que eu era uma pessoa que não era capaz de governar, o que eles queriam apontar é que nós somos os representantes de uma nova forma de fazer política, política decente", disse a presidente.

Dilma aproveitou para elogiar Lula por lançar novos nomes na política. "Temos de reconhecer a visão política desse líder latino-americano, internacional, que é o nosso querido Lula", disse Dilma. "Esse líder que percebe o que há de melhor nas pessoas, uma pessoa que dá oportunidades", completou, acrescentando: "Precisamos de gente sem vícios, sem aqueles tiques da política tradicional e velha, clientelista, da distribuição de pequenos benefícios e presentes".

 

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