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Poder

Dilma ordena faxina na Conab sem medo de trombar com o PTB

Partido indicou o atual presidente e fez vrias nomeaes nos Estados; tambm h interesse do PMDB e do PT

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Evam Sena_247, Brasília – Apesar de tentar segurar o ministro Wagner Rossi (Agricultura), afilhado do vice-presidente, Michel Temer, a presidente Dilma Rousseff ordenou uma faxina na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), nos mesmos moldes da que foi feita no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Segundo reportagem do jornalista João Domingos, de O Estado de S. Paulo, serão demitidos o presidente da companhia, Evangevaldo Moreira dos Santos, ligado ao PTB, e assessores parentes de políticos. No cabide de emprego do PMDB estão um filho de Renan Calheiros (AL), líder do PMDB no Senado; a ex-mulher do deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder do partido na Câmara; um neto do deputado federal Mauro Benevides (CE); e um sobrinho de Orestes Quércia, ex-governador e ex-presidente do PMDB de São Paulo, que morreu no ano passado.

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Em conversa com Rossi na última segunda-feira 8, Dilma ordenou: “Quero técnicos no lugar dos diretores”. Segundo um auxiliar da presidente, que falou sob anonimato ao Estadão, a limpeza na Conab será "profilática e geral" e as indicações para os cargos serão analisadas diretamente pela presidente. "É preciso zerar tudo para darmos o exemplo de que não dá para suportar nem indícios de corrupção", disse Dilma para o ministro.

Assim como aconteceu no Dnit, Dilma sugeriu que para a Diretoria Jurídica fosse indicado um nome sugerido pela Advocacia-Geral da União (AGU) e avisou, ela mesma, ao advogado-geral, Luís Inácio Adams, sobre a necessidade de ceder alguém para a Conab. Rossi conversou na terça-feira com Adams.

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A faxina na Conab pode trazer mais prejuízos políticos para Dilma do que a no Dnit, pois na estatal da Agricultura o loteamento entre os partidos é maior. Têm cargos importante na companhia foram indicados pelo PMDB, PT e PTB, que ocupa a presidência com Evangevaldo Moreira dos Santos.

Há ainda um agravante em desfavor da Conab. Lá, o loteamento entre os partidos foi maior do que no Dnit. Toda a Conab foi dividida entre o PTB - que não tem um ministério, mas se contentou com a presidência da estatal, que está presente em todo o Brasil e tem orçamento de R$ 2,8 bilhões -, o PMDB e o PT. O Dnit havia sido loteado apenas entre o PR e o PT.

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A crise ministerial que assola o governo Dilma atingiu a pasta da Agricultura depois que o irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), o ex-diretor da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) Oscar Jucá Neto, foi demitido e denunciou a existência de um consórcio entre PMDB e PTB para controlar a estrutura do ministério com objetivo de fraudar contratos e arrecadar dinheiro.

A revista Veja publicou no último fim de semana que o lobista Júlio Fróes despachava de dentro do Ministério, ajudava a elaborar editais e pedia propina para fraudar licitações em benefício de empresas. A denúncia levou ao pedido de demissão pelo ex-secretário-executivo da pasta, Milton Ortolan.

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