Defesa de Torres pedirá revogação de prisão após soltura de ex-chefe da PM do DF

Advogado Rodrigo Roca disse que pretende protocolar o pedido ao Supremo ainda nesta sexta ou, no máximo, na segunda

Anderson Torres
Anderson Torres (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)


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247 — A defesa de Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL) e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal, afirmou nesta sexta-feira, 3, que pedirá a revogação da prisão preventiva dele, após soltura do ex-chefe da Polícia Militar do DF, informou o Uol.

Segundo reportagem, o advogado Rodrigo Roca disse que pretende protocolar o pedido ao Supremo ainda nesta sexta ou, no máximo, na segunda-feira, 6. A decisão foi motivada pela liberdade concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Fábio Augusto Vieira, ex-comandante da PM do DF.

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Segundo Moraes, embora Vieira fosse chefe da PM durante as invasões bolsonaristas de 8 de janeiro, ele “não teria sido diretamente responsável pela falha das ações de segurança que resultaram nos atos criminosos ora investigados”.

Roca afirma não haver envolvimento nem omissão por parte de Torres em relação ao ato de 8 de janeiro, alegando que “no âmbito do planejamento [da segurança para os atos de 8 de janeiro] não foram apontadas falhas”. Todavia, relatório acusa Anderson Torres de ter recebido informações do ato e não ter agido, além de apontar falhas na segurança.

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“O gabinete do secretário [Torres] recebeu a informação sobre [a manifestação golpista] e não houve um plano de ações integradas que é de praxe. A informação, difundida na internet, previa invasão de prédios públicos. Faltou comando e responsabilidade”, disse Ricardo Cappelli, ex-interventor federal na segurança do DF.

A defesa de Torres diz que o ministro elaborou e entregou às forças de segurança um PAI (Plano de Ações Integradas) sobre a possibilidade de um ato no dia 8 de janeiro. Mas Cappelli critica que o documento não foi encaminhado para outros batalhões.

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“Naturalmente, essa decisão, por uma questão de isonomia eu diria, claro que cada caso é um caso, mas, se o próprio relatório do interventor aponta falhas no plano da operação, da execução e um dos responsáveis pela execução está solto por ordem do ministro Alexandre de Moraes, eu creio que uma consequência lógica e necessária seja dar-se o mesmo tratamento ao igual”, afirmou o advogado.

Roca quer, ao menos, conseguir uma substituição da prisão por uma “medida menos gravosa”, como prisão domiciliar ou tornozeleira eletrônica. “A condição da prisão me parece que agora deve ser revista. Eu acredito que o ministro Alexandre de Moraes vá repensar de alguma forma talvez para conceder uma prisão domiciliar”, disse Rodrigo Roca.

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