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Brasília

Fotos sorridentes de Blinken com Lula desafiam o pessimismo da mídia tradicional

Jornais como Folha e Estadão tentaram passar a mensagem de que o presidente Lula é um pária internacional, mas o que se viu em Brasília foi outro cenário

Antony Blinken (à esq.) e Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
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247 - As fotos mostrando o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, sorridente durante encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desafiam a tentativa de imprensa tradicional de atacar a política externa do chefe de Estado brasileiro, que teve uma reunião com o norte-americano em Brasília (DF) nesta quarta-feira (21). 

Nesta semana, veículos tradicionais tentaram passar a mensagem de que Lula é uma espécie de pária internacional. Jornais como o Estadão e a Folha de S.Paulo publicaram editoriais partindo para os ataques ao presidente Lula por comparar o genocídio contra palestinos com o Holocausto (1941-1945), período em que cerca de seis milhões de judeus foram mortos na Alemanha nazista, comandada pelo então ditador Adolf Hitler (1889-1945).

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Para o jornal O Estado de S.Paulo, "na ânsia de se autopromover como líder global dos ‘pobres’ contra os ‘ricos’, Lula reduziu o Itamaraty a linha auxiliar de sua ideologia maniqueísta e de seu voluntarismo narcisista". A Folha disse que a "banalização do Holocausto não deveria estar no repertório de um chefe de Estado".

Mas o que se viu em Brasília foi outro cenário. Blinken reafirmou apoio ao Brasil na presidência do G-20 e elogiou a escolha dos temas para a Cúpula do Rio Janeiro: reforma da governança global, combate à fome e à miséria e transição energética. A reunião foi acompanhada pelo assessor especial, embaixador Celso Amorim; e pela embaixadora estadunidense no Brasil, Elizabeth Bagley. "Estados Unidos e Brasil estão fazendo importantes coisas juntos. Foi uma ótima reunião", disse o norte-americano. 

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A visita ao Brasil aconteceu três dias após ganhar repercussão internacional a declaração do presidente Lula ao condenar o genocídio contra palestinos em Gaza. No último domingo (18), o chefe de Estado brasileiro disse na Eitópia que "não existe em nenhum outro momento histórico" o genocídio na Faixa e Gaza. "Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus", afirmou.

No sábado (17), o presidente afirmou que a solução definitiva para a guerra na Faixa de Gaza vai ocorrer "se avançarmos rapidamente na criação de um Estado palestino". "Ser humanista hoje implica condenar os ataques perpetrados pelo Hamas contra civis israelenses, e demandar a liberação imediata de todos os reféns. Ser humanista impõe igualmente o rechaço à resposta desproporcional de Israel, que vitimou quase 30 mil palestinos em Gaza – em sua ampla maioria mulheres e crianças – e provocou o deslocamento forçado de mais de 80% da população".

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