Governo Caiado monta centro de espionagem de movimentos sociais, especialmente do MST

A iniciativa do governo Ronaldo Caiado foi encaminhada ao Comando Regional de Polícia Militar do estado de Goiás. No final da Ditadura Militar (1964-1985), Caiado fundou a União Democrática Ruralista (UDR), que surgiu como resposta ao surgimento do MST e foi marcada por vários assassinatos

Governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e manifestação do MST
Governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e manifestação do MST (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil | José Cruz/Agência Brasil)
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247 - O governo de Goiás, sob comando de Ronaldo Caiado (DEM), pretende implementar no estado um centro de espionagem contra movimentos sociais, principalmente, contra o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST). A iniciativa do governo foi encaminhada ao Comando Regional de Polícia Militar do estado de Goiás, tendo como alguns dos objetivos "localizar e mapear, por meio coordenadas geográficas, os assentamentos/acampamentos inseridos na área da respectiva Unidade", e "pormenorizar o histórico de invasões, conflitos, ou qualquer assunto de interesse da segurança pública na região da Unidade".

O chefe do executivo é herdeiro de uma oligarquia do século 19 que prosperou especialmente na Ditadura Militar (1964-1985). Em 1985, Caiado fundou a União Democrática Ruralista (UDR) como uma resposta da elite rural contra o surgimento do MST. A entidade, de acordo com o site De Olho nos Ruralistas, "é dona de um passado sombrio". 

Relata a reportagem do site: "entre as vítimas da UDR, a grande responsável pela popularização do termo 'ruralista' (antes usado bem mais esporadicamente, conforme levantamento do observatório), a mais famosa é o líder extrativista Chico Mendes. O tiro de escopeta que matou um dos maiores símbolos da luta pela reforma agrária – conhecido no mundo por sua face ambientalista – foi encomendado por Darly Alves, representante da organização no Acre. No auge da UDR, entre 1985 e 1989, a violência no campo atingiu seu ponto mais extremo, com 640 assassinatos".

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De acordo com a decisão do governo Caiado, o centro de espionagem também quer "identificar e qualificar as lideranças locais desses movimentos, bem como levantar o quantitativo de pessoas em cada assentamento/acampamento (quantidade de crianças, mulheres e faixa etária dos integrantes desses movimentos)".

Outra finalidade é "identificar e qualificar o envolvimento com políticos (Federal/Estadual/Municipal)".

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