Jerônimo Rodrigues diz que ‘Lula não vai conseguir resolver problemas na força: as circunstâncias não possibilitam radicalidade’

Governador eleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues, afirmou que Lula "sabe da dificuldade que é, de uma hora para outra, resolver o funcionamento de algo com o Congresso"

Lula e Jerônimo Rodrigues
Lula e Jerônimo Rodrigues (Foto: Ricardo Stuckert)


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247 - O governador eleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que as atuais circunstâncias políticas e econômicas “não possibilitam radicalidade” e que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sabe que “não vai conseguir, na força, resolver problemas como o orçamento secreto”.

“Estive com Lula e ele deixou muito claro que tem quatro anos e não pode gastar energia em temas que não sejam estruturantes. Ele sabe da dificuldade que é, de uma hora para outra, resolver o funcionamento de algo com o Congresso. Ele não vai conseguir, na força, resolver problemas como o orçamento secreto. Não é que Lula não tenha força, as circunstâncias que não possibilitam radicalidade. O ideal seria radicalizar, a gente poder enfrentar o tema e tomar as decisões mais duras possíveis. Mas não tem como discutir orçamento sem pactuar com o Congresso. Mas é necessário que ele traga de volta o papel do planejamento nacional, pensando a médio e longo prazo”, disse Rodrigues ao jornal Folha de S. Paulo

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Ainda segundo Rodrigues, Lula o teria informado que irá trabalhar para formatar um “arranjo político no Congresso para que possa ter uma quantidade mínima para os projetos, para o debate nacional. Espero que a gente possa ter apoio em torno de temas que o Brasil precisa pactuar”. 

Ainda segundo ele, o novo governo terá que "dialogar com o Cntrão“, mas sem se submeter a chantagens. "Nos governos Lula e Dilma, nós começamos a construir uma cultura, uma nova forma de fazer política sem um papel submisso ou chantagista do Legislativo. Mas o Centrão não vai mudar o seu comportamento de um ano para o outro. O comportamento do Centrão é conceitual, é aquele ali. Nós é que temos que evoluir, mas isso não acontece em quatro anos. Lula não vai conseguir chegar e dar tapa na mesa porque não é assim”, ressaltou. 

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