Com necrotérios lotados, corpos se acumulam em hospitais no Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro é a segunda cidade mais afetada do País. Com o enorme fluxo de mortes, muitos necrotérios não estão dando conta e os cadáveres precisam ficar acumulados em lugares inapropriados

Divulgação / Sindenf-RJ
Divulgação / Sindenf-RJ (Foto: Divulgação / Sindenf-RJ)
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247 - Com quase 9,5 mil casos confirmados e mil óbitos por coronavírus, o sistema de saúde do Rio de Janeiro está colapsado. Cenas de corpos acumulados do lado de fora dos necrotérios dos hospitais foram divulgadas nas redes sociais e na imprensa.

O estado é o segundo mais atingido no Brasil. Segundo relatos, pacientes já esperam por dias para conseguirem vagas de UTI na rede pública, mas o problema dos cadáveres acumulados veio à tona quando uma foto tirada na segunda-feira, 27, do Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mostra cinco pessoas enfileiradas em cima de macas, em corredor do lado de fora da unidade.

Como o fluxo de mortos aumentou muito, os necrotérios do hospital não deram conta e tiveram de deixá-los em lugares inapropriados aguardando remoção.

O representante do Conselho Regional de Medicina do RJ (Cremerj), Raphael Câmara ainda acrescenta que "quando é alguém mais abastado que morre, imediatamente contrata uma funerária e já tira. Se está demorando muito, provavelmente é uma família que não tem dinheiro para retirar e tem que passar pelo processo de solicitar à prefeitura".

Além disso, uma técnica do Lourenço Jorge anunciou que funcionários estão pedindo demissão pelas péssimas condições de trabalho - como plantões sem médico na sala onde são atendidos pacientes com coronavírus, deixando os enfermeiros sozinhos. De acordo com Câmara, vistoria observou que pelo menos 5 dos 14 plantões semanais do hospital estão sem clínicos.

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