Governo Tarcisio afasta militar investigado por ação da PF sobre tentativa de golpe do 8 de janeiro

Major da reserva do Exército, Angelo Denicoli era assessor da Prodesp e teve passaporte apreendido; suspeita é de ligação com grupo que teria articulado a tentativa de golpe

Tarcísio de Freitas. Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Tarcísio de Freitas. Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil


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247 - O governo de Tarcisio de Freitas (Republicanos) decidiu afastar, após os desdobramentos da operação Tempus Veritatis conduzida pela Polícia Federal na última quinta-feira (8) que teve como um dos alvos o ex-presidente Jair Bolsonaro,  Angelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército. Ele ocupava um cargo comissionado na Companhia de Processamento de Dados do Estado (Prodesp), mesmo residindo no Espírito Santo, onde a PF cumpriu mandados de busca e apreensão.

A decisão de afastamento foi tomada após o ministro Alexandre de Moraes, atendendo a um pedido da Polícia Federal, determinar a apreensão do passaporte de Denicoli e proibi-lo de deixar o país, medida similar à aplicada ao ex-presidente Bolsonaro, destaca o Metrópoles. Denicoli é suspeito de integrar o "Núcleo de Desinformação e Ataques ao Sistema Eleitoral", um grupo que, segundo investigações preliminares, estaria envolvido em uma possível tentativa de golpe de estado, disseminando notícias falsas sobre a lisura das eleições presidenciais de 2022.

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Além de sua atuação na Prodesp, Denicoli tinha sido indicado, em 2020, para o cargo de diretor de monitoramento e avaliação do SUS (Sistema Único de Saúde). Na época, durante o auge da pandemia de Covid-19, ele compartilhou informações falsas sobre o uso de hidroxicloroquina no tratamento do coronavírus.

O governo paulista foi questionado sobre os motivos do afastamento de Denicoli, porém, até o momento, não forneceu detalhes adicionais sobre o prazo ou possibilidade de retorno do militar ao cargo.

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Este afastamento não é o único episódio ligado ao governo de Tarcísio de Freitas relacionado à operação da Polícia Federal. Wagner Rosário, controlador-geral do Estado, também foi mencionado no caso da suposta conspiração golpista. Rosário estava presente em uma reunião, cujo vídeo teve o sigilo removido, na qual o Jair Bolsonaro e aliados discutiam estratégias consideradas golpistas. Durante essa reunião, Rosário sugeriu uma "força tarefa" envolvendo a CGU, a Polícia Federal e as Forças Armadas para investigar possíveis irregularidades nas urnas eletrônicas, criticando uma auditoria anterior conduzida pela CGU como sendo inadequada.

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