Sudeste

PGR vê crime de porte ilegal de arma de fogo, mas decide não denunciar Zambelli

Em referência à deputada bolsonarista, a Procuradoria afirmou que o porte "não lhe autoriza o seu uso ostensivo, nem adentrar ou permanecer em locais públicos"

Carla Zambelli (Foto: Reprodução)

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247 - A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta segunda-feira 19 ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes a suspensão do porte e a apreensão da arma e das munições da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). De acordo com o jornalista Daniel Adjuto, a vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, não quis denunciar Carla Zambelli. Ela disse que apreensão da pistola e a suspensão do porte são medidas suficientes para "coibir a reiteração do delito investigado e resguardar a ordem pública". Lindôra afirmou que o porte "não lhe autoriza o seu uso ostensivo, nem adentrar ou permanecer em locais públicos ou onde haja aglomeração de pessoas". O teor da decisão foi publicado pela Carta Capital

"A existência de indícios de autoria e de materialidade do delito de porte ilegal de arma de fogo torna necessária a adoção de medidas cautelares tendentes a evitar a prática de infrações penais desse mesmo jaez, seja mediante a suspensão do direito ao porte de arma, seja mediante a entrega voluntária, seja ainda pela via da busca e apreensão pessoal ou domiciliar do armamento utilizado para cometer o delito", escreveu Lindôra.

Em 29 de outubro, um dia antes do segundo turno da eleição presidencial, a a parlamentar bolsonarista usou uma arma e fez ameaças contra o jornalista Luan Araújo, jovem negro apoiador do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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