A Frente de Esquerda

Uma frente de esquerda possível, teoricamente possível e com alguma viabilidade eleitoral seria o ideal político para arregimentar o principal das forças sociais do país visando o imediato retorno às já bem estreitas raias da democracia político-eleitoral

Uma frente de esquerda possível, teoricamente possível e com alguma viabilidade eleitoral seria o ideal político para arregimentar o principal das forças sociais do país visando o imediato retorno às já bem estreitas raias da democracia político-eleitoral
Uma frente de esquerda possível, teoricamente possível e com alguma viabilidade eleitoral seria o ideal político para arregimentar o principal das forças sociais do país visando o imediato retorno às já bem estreitas raias da democracia político-eleitoral (Foto: Ângelo Cavalcante)

Uma frente de esquerda possível, teoricamente possível e com alguma viabilidade eleitoral seria o ideal político para arregimentar o principal das forças sociais do país visando o imediato retorno às já bem estreitas raias da democracia político-eleitoral. É antes, um imperativo histórico para que experiências sejam trocadas, estrategias sejam desenvolvidas e novas e profundas imersões no mundo social sejam verificadas.
 
Certamente, seria o principal experimento político da República (se é que ainda há algum sentido nesse termo!) brasileira. Sua importância estaria na vibrante sinergia política nacional que iria gerar e regerar com reverberações bastante positivas para toda a América Latina e mesmo o mundo.
 
Uma engenhosidade sócio-política bastante bem azeitada, com conceitos, princípios, horizontes e formas de ser no cotidiano da vida nacional. Na verdade, não seria empreendimento eminentemente partidário; mais que isso, seu fundamento estaria nos movimentos sociais progressistas e em respectivas capilaridades nos fluxos da vida comum e que adensa o cotidiano de milhões de trabalhadores dos campos e cidades e de norte a sul do Brasil.
 
A feitura desse constructo épico teria evidentemente, nas organizações partidárias da centro-esquerda, o 'mobile' orgânico em efetivas condições de fazer fluir diálogos nacionais que alimentariam, retroalimentariam e justificariam a 'Frente'.
 
Universidades iriam efervescer em debates, análises e críticas; os sindicatos da mesma forma, seriam palco de mais debates e pensamentos; entidades de classe iriam obrigatoriamente levar em conta essa nova organicidade nacional e sua proposta para a economia e para as corporações.
 
Líderes nacionais iriam peregrinar o país fomentando politização, esclarecimento e a construção de caminhos coletivos para a reconstrução nacional. Reconhecendo que não há processo político sem necessária pedagogia política, essa ampla frente de esquerda teria todas as condições de renovar o senso e o pensamento político.
 
Essa arquitetura política em definitivo, não impediria que seus partidos lançassem pré-candidatos a presidência da república, para governos estaduais, prefeituras ou para a coordenação dos coroinhas da paróquia de Santa Rita; não impediria que partidos-membros se apresentassem para pleitos eleitorais. Uma coisa, definitivamente, não tem nada que ver com outra... Mas, o essencial de toda essa ampla organização seria a viva capacidade de dialogo entre as esquerdas; o refinamento e alguma unificação a envolver projetos de governo e de país e; finalmente, a luta de classes especialmente expressa na atuação de partidos burgueses e da ordem e partidos de oposição adentraria em estágio distinto e superior no complexo e espinhento campo das disputas políticas do país.
 
Não tenho dúvidas de que uma Frente de Esquerda, se bem definida, concebida e com propostas bastante claras poderia ser o diferencial para a necessária guinada política, social e militante em favor do povo brasileiro, do país e do seu futuro.
 

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