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Michel Zaidan

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A morte de Habermas

Nada justifica o genocídio

Tanque e tropas de Israel em Gaza (Foto: YOSSI ZELIGER/REUTERS)
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O filósofo alemão Jürgen Habermas, considerado  o maior herdeiro vivo da Teoria  Crítica,  também  conhecida  como a Escola de Frankfurt, vai acabar sua festejada trajetória intelectual de uma maneira melancólica e controvertida. Habermas manifestou publicamente seu apoio ao Estado de Israel , na guerra sangrenta contra o povo palestino (25.000 mortos). Esse apoio vem na hora em que o primeiro-ministro judeu nega a possibilidade de cessar-fogo, por razões  humanitárias, e o direito à autodeterminação  do povo Palestino, através da criação de um Estado Palestino. 

A posição do filósofo parece deixar explícito o eterno sentimento de culpa que os alemães têm em relação aos judeus mortos nos campos de concentração  nazistas.

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Nada justifica o genocídio praticado hoje pelas tropas israelitas de crianças, mulheres, velhos e doentes, sob a alegação da segurança do Estado de Israel. Da forma como se apresenta a sanha genocida do Estado judeu, ela se configura como um processo de limpeza étnica e anexação de territórios  palestinos, antes ocupados militarmente, por terra, céu e mar. É  indefensável esse processo criminoso já denunciado na corte de Haia e condenado pelas autoridades internacionais (ONU). Ocorreu com Habermas uma linha evolutiva e conservadora que veio da social-democracia para o liberalismo  anglo-saxão.

O autor da célebre Razão Comunicativa  pendeu decididamente, não para o neo-iluminismo, mas para a defesa da barbárie, pura e simplesmente.  Fechar os olhos para as atrocidades cometidas pelos soldados na faixa  de Gaza  contra escolas, igrejas, hospitais, crianças, doentes e civis, é  se acumpliciar com essa  barbárie, criticada até mesmo pelos aliados de Israel. Bem que o Habermas poderia ter  acabado seus dia, como o último grande filósofo  alemão, pela sua tentativa de reformar a razão  instrumental  e ampliar o cânone  da razão.  Com esse infeliz apoio a essa insana  máquina de guerra contra vítimas indefesas e inocentes, ele antecipa  a sua morte como pensador e homem público. SAPERE AUDE, A MAXIMA DE KANT, será que ele ainda se lembra?

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