Adriano Pires, uma indicação a ser apurada

A Petrobras já esteve mais comprometida com as energias renováveis e no governo Bolsonaro se afastou de vez de investimentos nessa área

Adriano Pires
Adriano Pires (Foto: Divulgação)


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A Petrobras, independente daqueles que querem se desfazer dela, é uma das mais promissoras petroleiras do mundo. Em razão disso é alvo de interesses externos. Espero que num futuro próximo, mais brasileira do que nunca, se transforme também numa das maiores empresas energéticas do mundo. Já esteve mais comprometida com as energias renováveis e no governo Bolsonaro se afastou de vez de investimentos nessa área. Uma total falta de visão empresarial e preocupação com temas globais. O lucro da Petrobras tem a ver com isso, venda de ativos, altos dividendos  e zero investimento no futuro. Um atraso.

A decisão de manter a Petrobras fora da energia renovável é uma estratégia totalmente contrária aos compromissos assumidos pelo Brasil na COP 26. O que mais chama a atenção é que o comportamento das suas principais concorrentes não é esse. O segmento de geração de energia solar e eólica não faz parte do seu plano de investimento. Ao contrário de outras petroleiras que vem anunciando pesados investimentos em energias renováveis para responder à pressão de investidores que pensam no futuro mercado de carbono, cujas regras foram aprovadas na COP 26.

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Embora a Petrobras seja a maior petroleira da América Latina, chama atenção a sua distribuição de dividendos em relação às suas concorrentes globais. Entre todas ficou em quinto lugar em 2021. Um pouco abaixo da gigante chinesa e da Shell. Para alguns analistas essa boa vontade com os acionistas pode representar um atrativo para futuros compradores. Quem deve conhecer bem melhor o que comento, é o consultor Adriano Pires. 

Adriano Pires é um conhecido desafeto da Petrobras. Até a semana passada era o nome de Bolsonaro para presidir a empresa. Logo a estranha indicação chamou a atenção de todos, afinal quem não gosta não cuida: se desfaz. A luz vermelha acendeu. Para quem gosta de especular, um prato cheio. Se todos no governo sabiam quem ele era, qual a razão da indicação? Será que isso também fez parte da visita de Bolsonaro à Rússia?  Sei lá, não custa apurar. A figura do oligarca representa o poder do dinheiro, tanto na Rússia como aqui.

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