Águas de Setembro

Em poema, Cristine Nobre Leite aborda os atos bolsonaristas do dia 7 de setembro e suas consequências; o fracasso da terceira via no dia 12; e a situação geral do Brasil

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)


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Cipó de Aroeira

Águas de Setembro 

Por Cristine Nobre Leite

No céu havia um "Trovão"
Pra chuva que não caiu
Zé foi pro raio e partiu
Faltou água pro perdão
A voz do seu caminhão
Ecoou em breve instante
Parou, sem seguir adiante
Até ser silenciada
Xandão com uma canetada
Calou aquele pedante

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As águas do dia sete
Nem um pouco patriotas
Sequer encheram compotas
Desfile pra infitete
Um palco para tiete
Que aplaude um capitão
Um mito de podridão
Que não sabe o que diz
De vampiro é aprendiz
Amigos da escuridão 

A água seguindo escassa
No dia doze vigente
Na falta de mar de gente
Um movimento fracassa
O "Nem- Nem" ainda não passa
Ninguém vê terceira via
"MBL" encolhia
Com má articulação
Falta de coordenação
"Vem pra rua" noutro dia

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Águas da imitação
Usadas pelo Marinho
Que não ri "dele" sozinho
Há bandidos no plantão
Citam Temer e Xandão
Bozo é o bobo sem norte
Não sei se há quem suporte
Viver com tanto sarcasmo
Pra acabar meu espasmo
Procuro uma água forte

A água ficando rara
Secando em todo Brasil
Crise hídrica à mil
Fonte energética cara
E Paulo Guedes não para
De ser mal economista
Trouxe inflação bem à vista
E desestatizações
Nele solto meus trovões
E jogo água na pista

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