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Maria Luiza Franco Busse

Jornalista há 47 anos e Semiologa. Professora Universitária aposentada. Graduada em História, Mestre e Doutora em Semiologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com dissertação sobre texto jornalístico e tese sobre a China. Pós-doutora em Comunicação e Cultura, também pela UFRJ,com trabalho sobre comunicação e política na China

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Algo sobre o nome

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Salvo o 22 de abril de 2021 que devolveu ao Brasil a possibilidade de redescobrir-se com a suspeição do juiz ladrão sacramentada pelo Supremo Tribunal Federal, e esse 23, dia dos guerreiros São Jorge e Ogum que vencem demandas e matam o dragão, o país está tão miserável que corre à boca grande o nome de gente apequenada para disputar a presidência da República no ano que vem.

Um dos nomeados permite lembrar Giovanni Gentile. O filósofo e político foi figura de destaque do fascismo italiano. Junto com Mussolini escreveu o livro ‘A doutrina do Fascismo’, sistematização da base ideológica do experimento original que inaugurou um novo marco no mundo Ocidental. A doutrina é, como se vê hoje, a prática do idealismo sem idéias.

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Mas, claro, o pensamento não ultrapassa a similaridade de um sobrenome. O Gentile do Mussolini, embora execrável, era um intelectual de sólida consistência teórica. A lembrança decorre também do caráter reacionário. O nacional-reacionarista tem as características próprias afinadas com o bolsonarismo. Por exemplo, a violência das “brincadeiras” e do linguajar, tanto no sentido como nas palavras. Em 2019, a versão local foi condenada a pena de seis meses e 28 dias de detenção, em regime inicial semiaberto, pelo crime de injúria, por ter gravado vídeo chamando uma deputada de “puta”, depois de tê-la qualificado de “nojenta”, “falsa” e “cínica” e esfregado nas partes intimas o papel timbrado que comunicava a sentença. As manifestações receberam a solidariedade do nazista que ocupa a presidência da República. Em tweet , o nacional genocida lamentou a condenação "ao exercer seu direito de livre expressão e sua profissão, da qual, por vezes, eu mesmo sou alvo” , e disse compreender que “são piadas e faz parte do jogo, algo que infelizmente vale para uns e não para outros". Entretanto a juíza do caso compreendeu que os limites da ética e da liberdade de expressão foram ultrapassados e não levou adiante os argumentos do sentenciado de que não houve dolo à honra ou a dignidade da injuriada por se tratar de uma peça humorística. Como diagnosticou um atento psicanalista “ esse humor fascista não coincide com os direitos humanos de uma sociedade psicologicamente madura". Também é bom não esquecer o caráter reincidente. Em 2016, o mesmo foi condenado a se explicar sobre o tweet em que dizia ter sido forjado o atentado a bomba no Instituto Lula, em 2015, e ser uma pena que “o Lula não estava lá na hora”. Há, ainda, outros nomes idealizados para exercer o mandato presidencial. Um deles tem sobrenome que também remete a um personagem, esse da ordem das “pessoas do bem”, tal qual o candidato que assim  se apresenta e é apresentado ao seu público.

 O cenário exposto faz lembrar o título do filme de Almodóvar: “Que fizemos para merecer isso? ”. Ou não fizemos, mas isso já é outra história. O importante agora é que Lula teve os direitos políticos recuperados e teve cancelado os processos fraudulentos da Lava-jato, à frente o Juiz Ladrão e seus procuradores amestrados. Assim votaram sete ministros do Supremo contra dois. Houve muitos lances emocionantes, dentre os quais o popular “Perdeu, playboy” transformado em “Vossa excelência perdeu”. Foi feita justiça. “Vossa excelência” em questão vinha apresentando sinais de parcialidade compreendida pela simpatia sempre manifesta ao processo conhecido como República de Curitiba. A afirmação não é exagerada. Dentre os documentos que estarão nos livros que vão contar sobre essa página infeliz da nossa História, como previu o mesmo deputado que cunhou “juiz ladrão”, este é certo: “Caros Deltan, Moro (...), (...) “ e eu, teremos o imenso prazer de recebê-los para um pequeno coquetel/jantar em nossa casa em honra aos participantes do evento Democracia. Corrupção e Justiça: Diálogos para um país melhor. (...). Será uma reunião em traje casual(...). Com máxima discrição. (...). Estamos muitos felizes em tê-los aqui. (...). Abraços a todos”.

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A decisão do Supremo reduz a insegurança jurídica em fomos lançados desde o golpe de 2016. Agora é organizar e partir para o abraço que torna possível o restabelecimento do Brasil soberano, por dentro e por fora, com comida na mesa, vacinas no braço, emprego, salário, livre da estupidez que mata e do mal-estar que maltrata e envergonha o país.

  

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Em mensagem no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro se solidarizou com o humorista "ao exercer seu direito de livre expressão e sua profissão, da qual, por vezes, eu mesmo sou alvo". "Mas compreendo que são piadas e faz parte do jogo, algo que infelizmente vale para uns e não para outros", acrescentou. Com informações da Assessoria de Imprensa da Justiça Federal de São Paulo.

 

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O apresentador Danilo Gentili recebeu a sentença da justiça em processo de injúria contra a deputada federal Maria do Rosário Nunes. De acordo com o site UOL, Danilo Gentili foi condenado a pena de seis meses e 28 dias de detenção, em regime inicial semiaberto, pelo crime de injúria. A decisão foi tomada na 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo. O processo foi aberto por causa de mensagens ofensivas publicadas por ele em 2016, quando chamou a deputada de “nojenta”, “falsa” e “cínica”. Pouco depois, ao receber o pedido de conciliação extrajudicial, o comunicador esfregou o documento em suas partes íntimas. O humorista Danilo Gentili foi condenado a 6 meses e 28 dias de detenção, em regime semiaberto, pelo crime de injúria contra a deputada Maria do Rosário (PT-RS). Segundo a juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo, ao gravar um vídeo em resposta a uma notificação extrajudicial recebida, o humorista ofendeu a dignidade da deputada, chamando-a de "puta".No vídeo, Gentili abre a notificação extrajudicial recebida pedindo a retirada de conteúdos publicados por ele no Twitter. Ao identificar quem mandou e a profissão de Maria do Rosário, ele esconde com os dedos o início e o fim da palavra deputado, deixado visível apenas "puta". Além disso, ele rasga a notificação, coloca os papéis dentro das suas calças e o remete de volta à Câmara. 

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Para a juíza, o humorista ultrapassou os limites da ética e da liberdade de expressão, cometendo o crime de injúria. Na sentença, ela afastou os argumentos de Gentili de que não houve dolo em ofender a honra ou a dignidade por se tratar de uma peça humorística.

Segundo Maria Isabel, se não houve intenção de ofender, ele poderia simplesmente ter procurado auxílio jurídico ou discordado da notificação. "Ao revés, não contente com a injúria propalada, resolveu gravar um vídeo com conteúdo altamente ofensivo e reprovável, deixando muita clara a sua intenção de ofender", afirmou a juíza.

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Em 2016, humorista gravou vídeo em que chama a parlamentar de ‘puta’ e coloca dentro da sua calça ofício que pedia a retirada de postagens consideradas ofensivas escritas por ele no Twitter: ‘cheira e enfia na bunda’, diz. A juíza federal Maria Isabel do Prado, titular da 5ª Vara Criminal de São Paulo, condenou o humorista Danilo Gentili a 6 meses e 28 dias de prisão em regime semiaberto por injúria contra a deputada federal Maria do Rosário (PT), em episódio ocorrido em 18 de maio de 2016, através das redes sociais. A decisão (leia a íntegra aqui) desconsidera a fala como “liberdade de opinião”, posicionamento alegado pela defesa de Gentili.

Tudo começou quando o humorista escreveu uma série de mensagens no Twitter que Maria do Rosário considerou ofensivas. “Quando alguém cuspir em você, devolva com um soco que Maria do Rosário aprova. Cuspir nela quando ela o chamar de estuprador também. Aí ela chama o cara de estuprador, toma um empurrão e dá chilique. Falsa e cínica para caraleo [sic]”. As referências são duas: ao ator José de Abreu, que em abril de 2016 cuspiu em um casal que jantava em um restaurante em São Paulo e que começou a criticá-lo por causa da Lei Rouanet, e quando o então deputado federal Jair Bolsonaro disse a parlamentar que ela “não merecia ser estuprada” e depois a chamou de vagabunda. Em mais uma mensagem do mesmo dia, o humorista escreve: “Já já Maria do Rosário fala no rádio que se ela cuspir na cara de uma mulher nordestina é sinal de respeito. Nojenta para caraleo [sic]”.

Por causa dessas postagens, Gentili foi notificado extrajudicialmente em maio com pedido de retirada das publicações e, ao receber o ofício, decidiu fazer um vídeo. Na gravação, ele abre a correspondência, faz alusão de que Maria do Rosário é puta, ao esconder as letras da palavra “deputada” e, por fim, rasga o ofício e coloca os pedaços dentro da sua calça. Na sequência, retira os pedaços, coloca no mesmo envelope e reenvia a mesma correspondência para a parlamentar com a frase: “com cheirinho especial”. No final do vídeo, o humorista fala: “sinta aquele cheirinho do meu saco e abra a bunda e enfie bem no meio dela tudo isso que estou mandando pra você”.

A magistrada considerou injúria com dolo (intenção) a gravação e publicação do vídeo e não aceitou a alegação de liberdade de opinião. Em sua decisão, a juíza chama o conteúdo do vídeo de “deplorável, altamente ofensivo” e que não há defesa possível para que o réu fuja da responsabilidade dos atos. “Nada há nos autos capaz de ilidir o injurioso e deplorável vídeo postado na rede mundial de computadores – internet, o qual repercutiu de forma deletéria em vários aspectos da vida da deputada federal Maria do Rosário”, escreve. “Ninguém tem o direito de ofender a honra de outrem”. Por fim, Maria Isabel assinala que o réu extravasou os limites da liberdade de manifestação de pensamento de forma “abusiva e criminosa”.

Em um dos depoimentos de Gentili, ele destaca que não teve a intenção de ofender Maria do Rosário e que fez o vídeo na condição de humorista. Disse também que, ao abrir a correspondência, se sentiu “agredido e acuado”, fazendo com que reagisse com a gravação. Gentili defendeu que a “fala é livre” e que “respondeu de forma jocosa fazendo um vídeo de humor e como cidadão deixou sua crítica”.

Em sua conta do Twitter após a condenação imposta pela juíza Maria Isabel do Prado, o humorista Danilo Gentili se limitou a compartilhar a notícia da condenação e escrever: “Quem vai me levar cigarro?”. A Ponte tentou contato direto com o humorista para ouvir um posicionamento detalhado sobre a decisão, mas não obtivemos retorno até o momento.

*Reportagem atualizada às 17h30 do dia 11/4 com a seguinte correção: segundo Danilo Gentili, o episódio do cuspe a que se referia nas publicações do Twitter, objeto de reclamação de Maria do Rosário, é do ator José de Abreu e não ao ex-deputado Jean Wyllys, que se envolveu em episódio semelhante no Congresso. O humorista postou a informação em seu Twitter.

O apresentador e comediante Danilo Gentili terá de explicar acusação que fez pelo Twitter contra o Instituto Lula. Após episódio no qual a instituição sofreu um ataque com artefato explosivo, Gentili disse que a situação teria sido simulada. A defesa do instituto foi à Justiça pedir que o apresentador explicasse de onde tirou a informação. A primeira instância negou a solicitação, mas agora a 15ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal acolheu o pedido.

No dia 30 de julho de 2015, o Instituto Lula foi alvo de um ataque com artefato explosivo. Era madrugada e ninguém se feriu. O ato está sendo investigado pela polícia. Sobre o caso, Gentili escreveu: “Instituto Lula forja ataque para sair de vítima e o máximo que conseguem com isso é todo mundo dizendo 'que pena que o Lula não estava lá fora'".

O desembargador Ricardo Sale Júnior, relator do caso, afirmou que o pedido de explicações não é para identificar o autor, mas, sim, se houve ofensa. "Seu objetivo é aclarar os fatos quanto a ter ocorrido ou não ofensa à honra, esclarecendo-se questões de interpretação fática, não tendo fundo investigatório."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

gra(Castelvetrano, 29 de maio de 1875 — Florença, 15 de abril de 1944[1][2]) foi um filósofo, político e educador italiano. Foi uma figura de destaque do fascismo italiano e, juntamente com Benedetto Croce, um dos maiores expoentes do neoidealismo filosófico. Realizou uma série de reformas, sociais-pedagógicas e autoritárias, em seu governo como ministro da educação no período da Itália Fascista.

Autointitulado "filósofo do fascismo", ele foi influente em fornecer uma base intelectual para o fascismo italiano, e escreveu sob pseudônimo parte de A Doutrina do Fascismo (1932) com Benito Mussolini. Ele estava envolvido no ressurgimento do neoidealismo hegeliano na filosofia italiana e também desenvolveu seu próprio sistema de pensamento, que ele chamou de "idealismo real" ou "atualismo", e que tem sido descrito como "o extremo subjetivo da tradição idealista".[3][4][5]

Obras

Giovanni Gentile nasceu em Castelvetrano, na Sicília, em maio de 1875. Ele foi influenciado por intelectuais italianos como Giuseppe Mazzini, Antonio Rosmini, Vincenzo Gioberti e Bertrando Spaventa, de quem ele emprestou a ideia de autoctisi, "autoconstrução", mas também foi fortemente influenciado pelas escolas de pensamento idealistas e materialistas alemãs - a saber Karl Marx, Georg Wilhelm Friedrich Hegel e Johann Gottlieb Fichte, com quem ele compartilhou o ideal de criar uma Wissenschaftslehre, uma teoria para uma estrutura de conhecimento que não faz suposições. Friedrich Nietzsche também o influenciou, como se vê em uma analogia entre Übermensch de Nietzsche e Uomo Fascista de Gentile. Na religião, ele se apresentava como católico (de algum tipo) e enfatizava a herança cristã do idealismo real; Antonio G. Pesce insiste que “não há dúvida de que Gentile era católico”, mas ocasionalmente Gentile se identificava como ateu, embora ainda fosse culturalmente católico.[6][7]

Após os estudos de filosofia, dedicou-se ao ensino e, a partir de 1906, foi professor universitário. Nesse mesmo ano passou a colaborar com Benedetto Croce, que acabara de fundar a revista La Critica. Sua filosofia neo-hegeliana foi predominante na Itália no período entre as duas guerras e manteve desde então alguma influência. Posteriormente, seu apoio ao fascismo levaria ao rompimento de suas relações com Croce.[8]

Benedetto Croce escreveu que Gentile "... tem a honra de ter sido o neo-hegeliano mais rigoroso de toda a história da filosofia ocidental e a desonra de ter sido o filósofo oficial do fascismo na Itália".[9]

A base filosófica de Gentile para o fascismo estava enraizada em sua compreensão da ontologia e epistemologia, na qual ele encontrou a vindicação da rejeição do individualismo e da aceitação do coletivismo, com o estado como o local final de autoridade e lealdade fora de cuja individualidade não fazia sentido.[10]

Gentile imaginou uma ordem social em que opostos de todos os tipos não deviam ser vistos como existindo independentemente uns dos outros; que "público" e "privado" como interpretações gerais eram atualmente falsas impostas por todos os governantes anteriores, incluindo o capitalismo e o comunismo; e que apenas o estado totalitário recíproco de corporativismo, um estado fascista, poderia superar esses problemas. Para Gentil, ao contrário de Croce, que considerava o pensamento marxista apenas uma "paixão política" provocada pela indignação moral pelas injustiças sociais, esse marxismo é uma filosofia da história derivada de Hegel. De fato, na Filosofia de Marx (1899), Gentile afirma que essa filosofia da história (como uma concepção materialista da história) é construída por Marx ao substituir a Matéria - estrutura econômica - pelo Espírito, reconhecendo que a filosofia de Marx, apesar de ser uma filosofia hegeliana de história errônea, possui a virtude de ser uma "filosofia da práxis".[11] Gentile traduziria pela primeira vez para o italiano a Tese sobre Feuerbach, um pequeno escrito de Karl Marx.[11]

Professor de história da filosofia em Palermo, de 1906 a 1914, e, em Pisa, entre 1914 até 1917, Gentile depois transferiu-se para Roma, onde, além de continuar suas atividades pedagógicas passou a se interessar por política.[12] Desenvolveu - especialmente em sua Teoria geral do espírito como ato puro - um idealismo atualista, que pretendia superar dialeticamente todas as oposições sem suprimi-las, propondo-se como uma "dialética do pensamento pensante". Nessa filosofia acreditou ver a realização do fascismo.

Em 1925, Gentile escreveria o Manifesto dos intelectuais fascistas, no qual contém uma história do fascismo de 1919 a 1922, onde afirma que o fascismo é um movimento orientado para o progresso e a conciliação entre o estado e os sindicatos, argumentando a favor da limitação da liberdade de imprensa.[13]

Ministro da Instrução Pública do Reino da Itália entre 1922 e 1925 (já no governo de Benito Mussolini), foi autor de importante reforma do ensino. Membro do grande conselho fascista, permaneceu fiel a Mussolini até o final, já durante a República de Salò (1943 – 1945), quando foi assassinado por membros da resistência antifascista (partigiani).

Obras

Este humor fascista não coincide com os direitos humanos de uma sociedade psicologicamente madura."... - Veja mais em https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2011/08/18/humor-sarcastico-gera-polemica-mas-da-audiencia-entenda-o-motivo.htm?cmpid=copiaecola

A dupla Daniel Zukerman e André Machado do "Pânico na TV" enganou uma das agências de notícias mais respeitadas do mundo, a Reuters, ao se passar por assessores de Amy Winehouse no enterro da cantora. A repercussão na internet foi ruim. Fãs acharam que a invasão da cerimônia foi desrespeitosa. Duas semanas depois, o “Pânico” apresentava a façanha, que foi ao ar em um formato diferente das invasões habituais, quando exaltam a habilidade do humorista em driblar esquemas de segurança. Cenas de paparazzi metralhando seus flashes no rosto de Amy e uma demonstração de respeito às tradições judaicas foram exibidas, entremeadas por repetidas justificativas de que a matéria era uma homenage... - Veja mais em https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2011/08/18/humor-sarcastico-gera-polemica-mas-da-audiencia-entenda-o-motivo.htm?cmpid=copiaecola

O apresentador Danilo Gentili recebeu a sentença da justiça em processo de injúria contra a deputada federal Maria do Rosário Nunes. De acordo com o site UOL, Danilo Gentili foi condenado a pena de seis meses e 28 dias de detenção, em regime inicial semiaberto, pelo crime de injúria. A decisão foi tomada na 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo. O processo foi aberto por causa de mensagens ofensivas publicadas por ele em 2016, quando chamou a deputada de “nojenta”, “falsa” e “cínica”. Pouco depois, ao receber o pedido de conciliação extrajudicial, o comunicador esfregou o documento em suas partes íntimas. O humorista Danilo Gentili foi condenado a 6 meses e 28 dias de detenção, em regime semiaberto, pelo crime de injúria contra a deputada Maria do Rosário (PT-RS). Segundo a juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo, ao gravar um vídeo em resposta a uma notificação extrajudicial recebida, o humorista ofendeu a dignidade da deputada, chamando-a de "puta".No vídeo, Gentili abre a notificação extrajudicial recebida pedindo a retirada de conteúdos publicados por ele no Twitter. Ao identificar quem mandou e a profissão de Maria do Rosário, ele esconde com os dedos o início e o fim da palavra deputado, deixado visível apenas "puta". Além disso, ele rasga a notificação, coloca os papéis dentro das suas calças e o remete de volta à Câmara. 

Para a juíza, o humorista ultrapassou os limites da ética e da liberdade de expressão, cometendo o crime de injúria. Na sentença, ela afastou os argumentos de Gentili de que não houve dolo em ofender a honra ou a dignidade por se tratar de uma peça humorística.

Segundo Maria Isabel, se não houve intenção de ofender, ele poderia simplesmente ter procurado auxílio jurídico ou discordado da notificação. "Ao revés, não contente com a injúria propalada, resolveu gravar um vídeo com conteúdo altamente ofensivo e reprovável, deixando muita clara a sua intenção de ofender", afirmou a juíza.

Solidariedade 

Em mensagem no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro se solidarizou com o humorista "ao exercer seu direito de livre expressão e sua profissão, da qual, por vezes, eu mesmo sou alvo". "Mas compreendo que são piadas e faz parte do jogo, algo que infelizmente vale para uns e não para outros", acrescentou. Com informações da Assessoria de Imprensa da Justiça Federal de São Paulo.

Em 2016, humorista gravou vídeo em que chama a parlamentar de ‘puta’ e coloca dentro da sua calça ofício que pedia a retirada de postagens consideradas ofensivas escritas por ele no Twitter: ‘cheira e enfia na bunda’, diz. A juíza federal Maria Isabel do Prado, titular da 5ª Vara Criminal de São Paulo, condenou o humorista Danilo Gentili a 6 meses e 28 dias de prisão em regime semiaberto por injúria contra a deputada federal Maria do Rosário (PT), em episódio ocorrido em 18 de maio de 2016, através das redes sociais. A decisão (leia a íntegra aqui) desconsidera a fala como “liberdade de opinião”, posicionamento alegado pela defesa de Gentili.

Tudo começou quando o humorista escreveu uma série de mensagens no Twitter que Maria do Rosário considerou ofensivas. “Quando alguém cuspir em você, devolva com um soco que Maria do Rosário aprova. Cuspir nela quando ela o chamar de estuprador também. Aí ela chama o cara de estuprador, toma um empurrão e dá chilique. Falsa e cínica para caraleo [sic]”. As referências são duas: ao ator José de Abreu, que em abril de 2016 cuspiu em um casal que jantava em um restaurante em São Paulo e que começou a criticá-lo por causa da Lei Rouanet, e quando o então deputado federal Jair Bolsonaro disse a parlamentar que ela “não merecia ser estuprada” e depois a chamou de vagabunda. Em mais uma mensagem do mesmo dia, o humorista escreve: “Já já Maria do Rosário fala no rádio que se ela cuspir na cara de uma mulher nordestina é sinal de respeito. Nojenta para caraleo [sic]”.

Por causa dessas postagens, Gentili foi notificado extrajudicialmente em maio com pedido de retirada das publicações e, ao receber o ofício, decidiu fazer um vídeo. Na gravação, ele abre a correspondência, faz alusão de que Maria do Rosário é puta, ao esconder as letras da palavra “deputada” e, por fim, rasga o ofício e coloca os pedaços dentro da sua calça. Na sequência, retira os pedaços, coloca no mesmo envelope e reenvia a mesma correspondência para a parlamentar com a frase: “com cheirinho especial”. No final do vídeo, o humorista fala: “sinta aquele cheirinho do meu saco e abra a bunda e enfie bem no meio dela tudo isso que estou mandando pra você”.

A magistrada considerou injúria com dolo (intenção) a gravação e publicação do vídeo e não aceitou a alegação de liberdade de opinião. Em sua decisão, a juíza chama o conteúdo do vídeo de “deplorável, altamente ofensivo” e que não há defesa possível para que o réu fuja da responsabilidade dos atos. “Nada há nos autos capaz de ilidir o injurioso e deplorável vídeo postado na rede mundial de computadores – internet, o qual repercutiu de forma deletéria em vários aspectos da vida da deputada federal Maria do Rosário”, escreve. “Ninguém tem o direito de ofender a honra de outrem”. Por fim, Maria Isabel assinala que o réu extravasou os limites da liberdade de manifestação de pensamento de forma “abusiva e criminosa”.

Em um dos depoimentos de Gentili, ele destaca que não teve a intenção de ofender Maria do Rosário e que fez o vídeo na condição de humorista. Disse também que, ao abrir a correspondência, se sentiu “agredido e acuado”, fazendo com que reagisse com a gravação. Gentili defendeu que a “fala é livre” e que “respondeu de forma jocosa fazendo um vídeo de humor e como cidadão deixou sua crítica”.

Em sua conta do Twitter após a condenação imposta pela juíza Maria Isabel do Prado, o humorista Danilo Gentili se limitou a compartilhar a notícia da condenação e escrever: “Quem vai me levar cigarro?”. A Ponte tentou contato direto com o humorista para ouvir um posicionamento detalhado sobre a decisão, mas não obtivemos retorno até o momento.

*Reportagem atualizada às 17h30 do dia 11/4 com a seguinte correção: segundo Danilo Gentili, o episódio do cuspe a que se referia nas publicações do Twitter, objeto de reclamação de Maria do Rosário, é do ator José de Abreu e não ao ex-deputado Jean Wyllys, que se envolveu em episódio semelhante no Congresso. O humorista postou a informação em seu Twitter.

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