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Milton Alves

Jornalista e sociólogo

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Bolsonaro apresentou as suas armas e segue sendo um forte ativo eleitoral

"A extrema direita brasileira tem como um dos seus mais potentes eixos ideológicos a aliança com o governo sionista de Israel", diz Milton Alves

Jair Bolsonaro segura bandeira de Israel durante ato na Avenida Paulista, em São Paulo (SP) 25/02/2024 (Foto: Reprodução/X)
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1. A manifestação da extrema direita na Avenida Paulista no domingo (25) foi uma considerável demonstração de força política e de massas, com a presença dos governadores de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Goiás e do prefeito paulistano, dezenas de deputados e senadores, centenas de prefeitos.

2. A polarização é o traço principal da conjuntura política. É um fato incontornável e que exige da esquerda partidária e social uma tática de enfrentamento, de nitidez programática, uma luta cotidiana – política, cultural e valores ideológicos – nas ruas, redes sociais, no parlamento e nas demais instituições da sociedade.

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3. A tática de “Frente Ampla” e de “conciliação nacional” desarma e desmoraliza os setores do povo que marcham com esquerda, que querem mais e que respondem com desalento aos acordos e alianças com os velhos políticos da direita neoliberal.

4. Michele Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, o deputado Nikolas e o governador Ronaldo Caiado, emergem como fortes opções eleitorais entre as diversas frações da extrema direita. Michele transita melhor entre todas as camadas de eleitores que são agrupados pelo bolsonarismo.

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4. Foi a maior manifestação a favor do governo de Israel no Ocidente. A extrema direita brasileira tem como um dos seus mais potentes eixos ideológicos a aliança com o governo sionista de Israel.

5. O debate acerca do número de pessoas no ato da extrema direita na Avenida Paulista é secundário. Sob qualquer critério de levantamento foi numeroso, massivo: 185 mil (USP), 600 mil (PM-SP) ou 300 mil (analistas e sites). A manifestação foi expressiva, com densidade política e cumpriu seu objetivo: chantagear e pressionar o STF e mandar um recado para a velha direita neoliberal no Congresso,com a possibilidade da apresentação de um PL pela anistia dos generais criminosos, do próprio Bolsonaro e do andar de baixo do 8J.

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6. O ex-presidente Jair Bolsonaro (e a corrente liberal-neofascista) segue sendo um forte ativo eleitoral. Nas próximas eleições municipais, em muitas capitais e regiões metropolitanas, será uma força decisiva, relevante, fagocitando a velha direita neoliberal.

7. Nem subestimar e nem superestimar a força do bolsonarismo, porém é necessário entender a natureza e o alcance real dessa corrente política reacionária, que reúne desde setores do empresariado, os diversos segmentos das camadas médias e fatias da classe trabalhadora urbana.

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8. De efeito imediato na cena política: a manifestação da Paulista agrupa a extrema direita com a bandeira da “Anistia”. Ou seja, o ato de domingo forneceu um eixo político, uma narrativa para enfrentar as ações judiciais do Supremo Tribunal Federal e as investigações da PF. Tudo indica que, por ora, a prisão de Bolsonaro e dos generais golpistas estão descartadas — apesar das substanciais provas.

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