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Sérgio Fontenele

Sérgio Fontenele é jornalista e comentarista político

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Contraponto ao distópico universo neoliberal

Retomada do vigor da indústria automobilística comprova que tentativas de trilhar rumos esperados pela maioria do povo são desencadeadas pelo 3º mandato de Lula

Lançamento da Nova Indústria Brasil (Foto: Ricardo Stuckert)
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A notícia divulgada há algumas semanas na qual o setor automobilístico vai investir R$ 40 bilhões nos próximos anos se soma, evidentemente, à série de novidades promissoras no horizonte da economia do Brasil. É inevitável concluir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um dos fatores preponderantes nesta retomada de investimentos em segmentos importantes no processo de desenvolvimento industrial brasileiro. Sua determinação política nesse sentido é um trunfo considerável no esforço de romper a estagnação econômica.

Ou seja, se confirmados os anúncios das montadoras, será um elemento a compor a chamada neoindustrialização, termo atualizado para “reindustrialização”, porém conceitualmente diferente, pois a terminologia do momento inclui elementos denominados “4ª Revolução Industrial”. Enfim, ao contrário das políticas econômicas neo ou ultraliberais levadas a cabo por Bolsonaro e Temer no poder – e mais no passado, Collor, Sarney e FHC, durante as décadas perdidas de 80 e 90 –, há mudanças de orientação, obviamente.

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Indicativos como a retomada do vigor histórico da indústria automobilística comprovam que as tentativas de trilhar rumos esperados pela maioria da população são desencadeadas, entre outros aspectos, pelo advento do atual mandato de Lula. Desde a campanha eleitoral de 2022, prometendo atuar para recuperar a importância da indústria no processo de desenvolvimento do País, investir em infraestrutura, educação, saúde, etc., o objetivo do Lula 3 é gerar milhões e milhões de empregos e atenuar o abismo social tupiniquim.

MALABARISMOS E DESENVOLVIMENTO - Observa-se que apesar de todas as amarras do tal “equilíbrio”, para “zerar” o déficit fiscal, sempre através da mesma receita neoliberal inventada por economistas estadunidenses há décadas, a política econômica do atual governo, mesmo que de forma, digamos, “envergonhada”, busca sua essência desenvolvimentista. E haja malabarismos do ministro Haddad para conciliar o fundamental princípio macroeconômico com os ditames do mercado por meio de seus representantes, maioria no Congresso Nacional, cada vez mais anteparo à retomada.

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Ficou claro que as políticas neoliberais colocadas em prática ao longo das quatro décadas mais recentes – com honrosa exceção para os feitos dos governos Lula 1 e 2, na década de 2000, com média de crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) em torno de quatro pontos – atuaram para solapar a indústria. E para isso foram usados todos os meios pensáveis e impensáveis, inclusive chegando-se ao paroxismo do heterodoxo de recorrer à política para promover, por meio escusos, um golpe de estado, em 2016.

Em síntese, o neoliberalismo só serviu para concentrar renda, destruir dezenas ou centenas de milhões de empregos, aprofundar, em escalas gigantescas, a pobreza e extrema pobreza, corroer economias então em desenvolvimento, contemplar potências como os EUA e seu neocolonialismo, etc. Isso sem falar de mazelas como guerras e golpes de estado. Assim, a prometida política de neoindustrialização do Brasil, caso bem sucedida, será um contraponto fundamental, do ponto de vista de projeto de nação, a esse distópico universo neoliberal.

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