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Tereza Cruvinel

Colunista/comentarista do Brasil247, fundadora e ex-presidente da EBC/TV Brasil, ex-colunista de O Globo, JB, Correio Braziliense, RedeTV e outros veículos.

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Cuba abortou plano terrorista para um final de ano violento

Cubanos exilados, apoiados por grupos de extrema direita e organizações terroristas atuantes na Flórida, planejavam atentado na ilha e foram impedidos

Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba (Foto: Prensa Latina )
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No final do ano recém passado, o Departamento de Estado dos EUA, em seu relatório anual, manteve Cuba na lista de países que patrocinam ou apoiam atividades terroristas. Mas, ironicamente, foi o governo cubano que investigou e frustrou um plano terrorista, arquitetado por cubanos exilados, apoiados por grupos de extrema direita e organizações terroristas atuantes na Flórida, destinado a criar na ilha no final de ano violento, com tumultos e situação de insegurança, que pudesse fomentar uma explosão social.

A inclusão de Cuba na lista do Departamento de Estado traz danos imensos ao país, que agravam suas dificuldades econômicas:  impede o acesso ao crédito e ao sistema internacional de pagamentos e prejudica o comércio externo,  mesmo com países que, no âmbito da ONU, são críticos da medida. No final de novembro a Assembleia Geral aprovou, pela 31ª. vez, moção contra o embargo comercial imposto a Cuba e sua inclusão na famigerada lista, apoiada por 187 países contra apenas dois votos, o do Estados Unidos e o de Israel.

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Já são por demais conhecidas, desde a vexaminosa operação para a invasão da Baía de Porcos, em 1961, as tentativas de desestabilização do regime cubano por grupos tolerados e apoiados pelos Estados Unidos. A ação planejada para o final de 2023  foi descoberta a partir do desembarque de um cubano que vive em Miami na costa norte da ilha, na província de Matanzas, pilotando um jet ski especialmente equipado para a finalidade. Ele portava bom carregamento de armas e munições. Dali deslocou-se para sua cidade de origem, Cienfuegos, onde tentou aliciar pessoas para as ações destinadas a infernizar o final de ano dos cubanos. Agora está preso.

Embora os detalhes das ações planejadas não tenham sido todos revelados, o governo cubano teria confirmado, segundo informações diplomáticas, que o homem do jet ski tem ligações com os grupos terroristas que, na Flórida, recebem treinamento, recursos e preparo físico para seus planos obsessivos.

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 Foi com esta certeza que o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, fez uma dura acusação pública ao governo americano,  tão comprometido com o combate ao terrorismo no mundo,  de cumplicidade e tolerância com estes grupos que Havana classifica como terroristas.

A acusação foi feita no dia 15 passado, logo depois da divulgação da lista do Departamento de Estado e da publicação, por Cuba, da lista de 61 pessoas e 19 organizações atuantes em solo americano e  envolvidas com o terrorismo anti-cubano. Ela inclui nomes de líderes históricos da dissidência exilada,   de ativistas mais antigos, como os que,  na década de 90,  cometeram ataques terroristas a hotéis e instalações turísticas, e também os de aparição mais recente, como os que em 2020 atentaram contra o sistema elétrico cubano,  e até mesmo alguns influenciadores digitais contemporâneos.  Todos vivem tranquilamente na região de Miami, ao alcance do FBI, se o empenho dos Estados Unidos em combater o terrorismo mesmo universal.

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A lista dos procurados pelas autoridades cubanas por ações terroristas inclui Manuel Milanés Pizonero, conhecido como recrutador e financiador de vários ataques e ações de sabotagem no país,  Miguel Gómez (Miki Terrori), William Cabrera González, Amijail Sánchez González e Michel Naranjo Riverón (Kiki Naranjo), entre outros.

O próprio presidente Díaz-Canel, nas vésperas do Natal,  exigiu que as autoridades norte-americanas investigassem e tomassem medidas, bem como fizessem justiça contra elementos que professam terrorismo e ações violentas contra seu país.

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O governo Biden, entretanto, segue em relação a Cuba a mesma política de seu antecessor golpista Donald Trump, que anulou todos os avanços na relação bilateral empreendidos por Barack Obama.

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