É hora de lutar por Fora Bolsonaro e Lula presidente

Rejeitar as manobras da direita golpista, da "terceira via", que - repetindo as diretas quer paralisar a mobilização da esquerda para avançar na terceira etapa do golpe

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(Foto: Reprodução)
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Antônio Carlos, DCO

Há pouco mais (e bem pouco mesmo) de um ano da data prevista para as eleições presidenciais, quando – de fato – uma das etapas da campanha presidencial já está em curso, a das articulações políticas entre as cúpulas dos partidos, a campanha na imprensa para impor determinados candidatos etc., o País está mergulhado em um gigantesca  crise do governo e do conjunto do regime político, o que aprofunda a divisão entre as duas principais alas da burguesia.

Mesmo com alguns poucos setores, como os bancos e o agronegócio, comemorando lucros bilionários em meio à crise da maioria da população, a burguesia já não mostra o seu tradicional falso otimismo diante da situação e os bancos privados, por exemplo, anunciam que o crescimento do PIB, deve ficar em torno de 0,5%, em 2021. A inflação disparou e passou de dois dígitos em 16 capitais do País, mostrando uma tendência generalizada de decomposição ainda maior da economia.

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Sempre pode ficar pior, como temos vivenciado nos últimos anos de golpe de Estado. Senão vejamos: o País vive sob o risco de um apagão e a pandemia que já matou cerca de 600 mil pessoas pelos números oficiais (que todos bem serem falsos), não tem previsão para acabar.  Segue com ela a degradação econômica (mais de 2/3 das famílias estão endividadas) e social (recorde de fome, desemprego e miséria) impostas pelo regime do golpe de Estado de 2016, que a pandemia impulsionou, diante da importância da burguesia e de seus governos diante da situação (aqui e em todo o Mundo).

Como não poderia deixar de ser, em meio à essa situação, o governo ilegítimo de Bolsonaro bate recordes de rejeição e, para o desespero da burguesia golpista, cresce o apoio à candidatura da maior liderança popular do País, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (o que as pesquisas encomendadas, realizadas e divulgadas pela burguesia refletem apenas parcialmente e com muitas distorções).

Não há no cenário internacional sinais alentadores para os que, interessadamente, espalham a ilusão da perenidade do capitalismo; que em  meio ao avanço da crise histórica (crise de superprodução, pois seus “escravos” produtores da riqueza desfrutam cada vez menos do que produzem), se vê golpeado pela derrota histórica do imperialismo no Afeganistão e pela crise que atinge os Estados Unidos, o coração do regime baseado na exploração de bilhões em favor de um punhado de capitalistas bilionários.

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Nestas condições, o retumbante fracasso dos atos da direita golpista do último dia 12, que reuniram um número menor de pessoas do que o ato classista e revolucionário convocado pelo Partido da Causa Operária e os Comitês de Luta, no 1º de Maio passado, deixa ainda mais claro que só a esquerda pode mobilizar e levar à derrubada do governo Bolsonaro e de toda a direita responsável pelo regime de fome, miséria e sofrimento da imensa maioria do povo.

Diante disso, a direita lança mão de sua tradicional manobra de tentar conter a mobilização dos trabalhadores e da juventude e põe em marcha a terceira etapa da operação de ataque aos atos que levaram centenas de milhares de pessoas às ruas.

Primeiro, tentaram (sempre com o apoio de setores da esquerda que defendem a frente ampla com a direita golpista) convencer a esquerda e o povo trabalhador a “ficar em casa” e “morrer sem lutar”, com a campanha que a saída era deixar a direita resolver a situação, por meio dos governadores e prefeitos, que iriam salvar o País e até conter o genocida Bolsonaro, parceiro da direita no massacre da população (com destaque para São Paulo, estado mais rico da federação, com cerca de 150 mil mortos “oficiais”).

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Com o fracasso dessa política, após o 1º de Maio e a realização de seguidos atos massivos, a direita tratou de tentar se infiltrar no movimento, com o uso de “cavalos-de-Tróia”, elementos da direita que, se passando por opositores de Bolsonaro, viriam tentar conter as mobilizações, torná-las mais “verde-amarelas” e propor que elas não apoiassem as reivindicações populares que a direita quer ver longe, como a luta contra a privatização, contra a fome, contra a destruição dos serviços públicos, contra a redução dos salários…, uma vez que são sócios majoritários de Bolsonaro  na adoção dessas medidas contra o povo.

A escória direitista foi repudiada pelas mobilizações que ficaram ainda mais vermelhas e enfrentaram, com algum sucesso, a sabotagem dos que não medem esforços para se juntar com a direita inimiga do povo, até mesmo passar pela vergonha de saírem às ruas com elementos fascistas de quem, inclusive, foram (e serão) vítimas, na busca desesperada por alguma pseudo e minúscula vantagem eleitoral, sob o pretexto de “defender a democracia” (leia editorial abaixo à respeito).

O desespero dessa direita intensificou diante dos seus insucessos e ao ver seus oponentes também reacionários, o bloco fascista liderado por Bolsonaro, darem uma significativa demonstração de força, ainda que em um situação de aguda crise e sob intenso cerco dos aparatos dessa direita e enorme rejeição popular. E resolveram intensificar a ofensiva para tentar desarmar os atos combativos que eles, inclusive, tentaram proibir, como fez o governador tucano de São Paulo.

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Usando de pesada campanha do Partido da Imprensa Golpista (PIG), se lançaram a acusar  como criminosos os que rejeitam a unidade com seus algozes para apoiar seus carrascos. E partiram para a terceira etapa dos ataques, pressionando ainda mais para que a esquerda se junte com a direita como única forma de salvação, é claro, da própria direita em crise e dos interesses que representa.

Há pouco mais de um ano das eleições, os defensores da “unidade”, querem que os que mobilizam centenas de milhares e que apoiam – em esmagadora maioria – a candidatura de Lula, venham para as ruas e os recebam de braços abertos, com aplausos, depois de terem apunhalado o povo brasileiro e de estarem preparando um novo golpe.

Muito obrigado, senhores!

Nesta questão fundamental reafirmamos a necessidade da unidade da esquerda, das organizações de luta dos trabalhadores, para mobilizar a única força capaz de derrubar Bolsonaro e deter a ofensiva geral da direita: a força da mobilização nas ruas, da classe operária e de suas organizações de luta.

É necessário fortalecer o Bloco Vermelho, com o ativismo classista do PCO, da CUT, do PT e de toda a esquerda. Levantar as reivindicações, um programa próprio dos trabalhadores diante da crise e a candidatura que a direita quer ocultar e, uma vez mais, fraudar: Lula, por um governo dos trabalhadores. A candidatura que pode unificar e mobilizar milhões contra o regime golpista.

Não há tempo a perder!

Às ruas, por Fora Bolsonaro, Doria e todos os golpistas e por Lula presidente!

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