Há algo errado

The president of the Brazilian Chamber of Deputies, Eduardo Cunha, from the Brazilian Democratic Movement Party (PMDB) meets with union workers in Sao Paulo
The president of the Brazilian Chamber of Deputies, Eduardo Cunha, from the Brazilian Democratic Movement Party (PMDB) meets with union workers in Sao Paulo (Foto: Alex Solnik)
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Há algo errado com a democracia brasileira quando as leis que valem para todos os cidadãos não valem para deputados porque os deputados têm as suas próprias leis.

Há algo errado quando todas as evidências mostram que um deputado possui uma fortuna secreta que jamais declarou às autoridades e que jamais justificou como obteve e ele não é interrogado imediatamente pelas autoridades policiais, ficando livre para usar microfones e câmeras para desmentidos e comentários cínicos.

Há algo errado quando não há mecanismos que removam imediatamente um deputado que mente desbragadamente, chantageia insistentemente, vive anos-luz acima de seus rendimentos e ainda zomba dos que dizem a verdade.

Há algo errado quando um deputado ocupa um alto posto onde pode provocar graves prejuízos à nação, e os provoca, e ainda assim ele vai em frente e somos todos obrigados a assistir suas fanfarronices.

Há algo errado quando um deputado desse naipe continua tendo apoio da maioria de seus pares, sendo que apenas 10% exigem sua remoção imediata.

Há algo errado quando um deputado desse jaez não é expulso imediatamente do seu partido, ao menos para diminuir a vergonha por conviver com essa pessoa.

Há algo errado quando se ouve falar em acordos para salvá-lo e não para deixá-lo só.   

Há algo errado quando está com esse deputado a chave que pode abrir a porta de um impeachment que poderá tirar ou não o presidente da cadeira, mas que vai piorar, sem dúvida, a economia brasileira, pois tudo ficará parado à espera do resultado final.

Há algo errado. Mas não podemos fazer nada a não ser mostrar que há algo errado.

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